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Balanço aponta aumento do superávit do Palmeiras em quase nove vezes em 2016

  • Por Estadão Conteúdo
  • 19/04/2017 16h14
Ricardo Stuckert / CBFRicardo Stuckert / CBFGabriel Jesus vai jogar em Londrina
14/09/2016- São Paulo- SP, Brasil- Campeonato Brasileiro 2016: Palmeiras x Flamengo, no Allianz Parque. Foto: Ricardo Stuckert / CBF

O Palmeiras divulgou nesta quarta-feira o balanço auditado e atualizado do exercício de 2016. As contas do clube demonstraram uma evolução, com o superávit de R$ 89,5 milhões no último ano, contra R$ 10,5 milhões de 2015. As cotas de patrocínio, a negociação de atletas e a premiação pelo título do Campeonato Brasileiro ajudaram as finanças.

O maior salto em comparação entre 2016 e o ano anterior nos critérios analisados foi na negociação de jogadores, quesito em que o Palmeiras aumentou em mais de quatro vezes o faturamento. A venda de Gabriel Jesus ao Manchester City, da Inglaterra, rendeu R$ 46 milhões dos R$ 51,3 milhões da receita nesse quesito, ante apenas R$ 12,5 milhões lucrados em 2015.

O balanço, revisado pela empresa GF Auditores Independentes, apresentou também como conclusão o aumento de 30% na cota de patrocínios de um ano para outro e de 7% no programa de sócio-torcedor. A anunciante master da camisa do clube, a Crefisa, rendeu R$ 90 milhões no último ano e vai contribuir com uma quantia ainda maior em 2017 após ter renovado o contrato por mais duas temporadas.

A negociação concluída em 2016 para a transmissão de jogos do Campeonato Brasileiro em TV fechada também contribuiu com as contas do clube. As conversas com o Esporte Interativo trouxeram ao Palmeiras uma receita de R$ 128,2 milhões, ante R$ 88,4 milhões no ano anterior. Apesar de a receita com bilheteria ter diminuído, os resultados positivos em campo compensaram, pois o prêmio de campeão brasileiro rendeu R$ 17,8 milhões.

O presidente do clube, Maurício Galiotte, tem como meta zerar as dívidas do Palmeiras até o fim do mandato, em dezembro de 2018. Por isso, o mandatário utiliza as receitas para quitar pendências com os credores, entre eles o antecessor, Paulo Nobre, que emprestou ao clube R$ 146 milhões. Desse valor, R$ 81 milhões já foram devolvidos.