O setor do vestuário, onde boa parte das compras é feita por impulso, sofre a ameaça das maiores perdas. São aguardados 600 mil turistas no Estado de São Paulo para gastar 3 bilhões e 800 milhões de reais no setor de serviços, como restaurantes, hotéis e lazer. Entretanto, os possíveis feriados nos dias de jogos poderão causar 20% de prejuízo ao varejo no Brasil.


As entidades nacionais que representam o varejo mantêm reuniões com o Governo para demovê-lo da ideia de dar feriado em dia de jogo. O presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário, Ronaldo Masajh, percebe três ameaças à produção têxtil e de roupas ao longo deste ano. Ele aponta o Carnaval, em março, a Copa, em junho e as eleições, em outubro, como fatores de paralisação das atividades.  


Os comerciantes andam preocupados com a possibilidade de custos imprevistos na Copa do Mundo. A porta voz do Sindicato dos lojistas de São Paulo, Valkiria Furlani, fala que os feriados vão pesar na folha de pagamentos. Todos os produtos verde-amarelos que já lotam a rua 25 de Março foram fabricados na China. Da mesma forma, as roupas vendidas no Brás e no Bom Retiro indicam que a indústria nacional do vestuário já perdeu a Copa do Mundo.