Em um tom de amarelo mais forte que o usual e com presenças ilustres do técnico Luiz Felipe Scolari, do volante Luiz Gustavo e do maior artilheiro da história das Copas do Mundo, Ronaldo, foi lançada neste domingo, em um evento no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, a camisa que o Brasil vestirá no Mundial de 2014.


Além da cor mais "viva", a nova "amarelinha" desenvolvida pela Nike apresenta gola retrô em V, detalhe em nas mangas em verde mais fino que as edições anteriores, escudo um pouco maior e envolvido por um contorno amarelo brilhante. Também brilha o número, que tem pequenos pontos luminosos, além de grafia diferente, mais fina, o que também acontece no nome dos jogadores.


Cada camisa tem em sua produção 18 garrafas recicláveis e apresenta impressa a frase "nascido para jogar futebol" atrás do escudo. Todas as unidades, tanto as usadas pelos atletas quanto as colocadas à venda, são fabricadas em território nacional.


Um dos convidados para a apresentação do novo uniforme, Felipão se mostrou bastante satisfeito, com o que viu, a não ser por um detalhe: a presença de "apenas" cinco estrelas acima do escudo.


"Adoramos a camisa, ficamos felizes com o que vimos. O único comentário que posso fazer é que falta a sexta estrela, que temos que colocar depois da Copa", disse, em tom de brincadeira.


Apontado por muitos como um dos garantidos na lista de Felipão para vestir a "amarelinha" no ano que vem, Luiz Gustavo, volante do Wolfsburg e titular na conquista da Copa das Confederações, se disse honrado por servir de "modelo" na apresentação.


"É uma honra vestir a camisa da seleção. Estou feliz com a oportunidade de representar milhares de jogadores que gostariam de disputar a Copa em nosso país, um objetivo que se Deus quiser alcançarei no ano que vem e me permitirá ter a honra de representar o Brasil", orgulhou-se.


Acostumado a ter sucesso pela seleção, Ronaldo admitiu a saudade que tem de defender o Brasil e brincou com a própria forma física para dizer que não pode mais usar o uniforme.


"A camisa ficou bem justa, não entra mais em mim. É linda, e tenho uma história fantástica com ela. Tenho saudade de vesti-la. Passei os melhores momentos da minha vida jogando pela seleção, e tenho esse sentimento patriota. Ao mesmo tempo, entendo e aceito que não dá mais", comentou, aos risos.


O evento teve ainda a presença do diretor de criação da Nike para o futebol, Martin Lotti, e do presidente da empresa americana, Trevor Edwards, que foi só elogios ao futebol brasileiro, além de ter enaltecido a paixão do povo do país por esportes.


"Se a Nike fosse um país, seria o Brasil. É empolgante ver a paixão com que os brasileiros jogam, e isso foi visto na Copa das Confederações. O Brasil voltou a jogar como Brasil. E a 'amarelinha' é a mais icônica camisa de futebol do mundo, e a Nike se orgulha de cuidar dela, principalmente em um momento em que todos os olhos estarão voltados para o Brasil", declarou.