O Atlético de Madrid até se esforçou nesta quarta-feira. Com forte apoio da torcida, no estádio Vicente Calderón, surpreendeu no primeiro tempo e abriu 2 a 0 sobre o Real Madrid em 16 minutos de jogo. Mas voltou a sucumbir diante do rival na Liga dos Campeões. O Atlético venceu o jogo da volta da semifinal por 2 a 1, placar insuficiente para reverter a vitória do Real por 3 a 0 na partida de ida. 

Em duelo marcado pela tensão em campo e pela esperança nas arquibancadas, o Atlético abriu rapidamente 2 a 0 na etapa inicial. Porém, o Real não se abalou e marcou o seu gol antes do intervalo. O time da casa precisaria de mais três gols para avançar no clássico que foi o último no estádio - o Vicente Calderón deixará de ser a casa do time atleticano na próxima temporada e será demolido em 2018. 

Mais uma vez, o Atlético foi batido pelo rival na Liga dos Campeões. No ano passado, foi superado na final, na disputa de pênaltis. E, na temporada 2013/2014, o time comandado por Diego Simeone sofreu gol no fim, no tempo normal, e levou a virada na prorrogação da decisão do título.

O Real, por sua vez, disputará a segunda final consecutiva. Na grande decisão, o adversário do time de Marcelo, Casemiro e Danilo (titular hoje) será a Juventus, que venceu o Monaco por 2 a 1 na terça, no jogo da volta. 

A equipe espanhola mira a 12ª taça na competição europeia, enquanto o time italiano quer o terceiro título - o último obtido em 1995-1996. A final está marcada para o dia 3 de junho, na cidade de Cardiff, no País de Gales.

O JOGO - Atlético e Real disputaram um primeiro tempo de placar improvável e tensão esperada nesta quarta. Em busca do prejuízo, após a derrota na ida, o time da casa tratou de acelerar o duelo desde os primeiros segundos. Como resultado, aos 6 minutos, cada time já havia criado uma boa chance de gol. Os goleiros Oblak e Navas salvaram suas equipes.

Com forte presença no ataque, o Atlético impunha pressão. Aos 7, a torcida ganhou motivos para se agitar ainda mais nas arquibancadas do Vicente Calderón. Casemiro dividiu com Carrasco dentro da área e o atleticano foi ao chão. Torcida e time da casa pediram pênalti, ignorado pelo árbitro.

As jogadas mais ríspidas davam tempero extra ao jogo. Aos 5 minutos, cada time já exibia um cartão amarelo. O clima de rivalidade ganhou ainda mais emoção num intervalo de apenas cinco minutos. Foi o tempo que o Atlético precisou para marcar dois gols e incendiar de vez a partida. 

Aos 11, Saúl Ñíguez se antecipou à defesa, na primeira trave, e completou de cabeça para as redes a cobrança de escanteio na área. Na sequência, aos 14, o zagueiro Varane derrubou Fernando Torres dentro da área e, desta vez, o árbitro confirmou o pênalti. Griezmann bateu mal e Navas chegou a encostar na bola, porém sem evitar o gol. Agora o Atlético só precisaria de um gol para levar o duelo para a prorrogação. 

Mas o ataque do Real, com uma ajuda imensa da defesa atleticana, tratou de levar desânimo às arquibancadas aos 41. Benzema passou por três na linha de fundo e cruzou para trás. Kroos bateu forte e rasteiro e Oblak fez linda defesa. No entanto, deu rebote e Isco não perdoou na pequena área. Ao levar o gol em casa, o Atlético precisaria de três gols para reverter a vantagem do Real e avançar à final.



Para o segundo tempo, o técnico Diego Simeone reforçou o setor ofensivo. Trocou um lateral pelo meia Partey e colocou Gameiro no lugar de Torres. Mas nada reacendeu o ânimo do Atlético, abatido pelo gol do Real.

Mais solto em campo, o time visitante teve chances de empatar o jogo aos 9 e aos 12 minutos, com Isco e Cristiano Ronaldo. O português até balançou as redes aos 24, mas estava impedido. O jogo perdeu em ritmo e os dois times pareciam até desmotivados em campo.

Somente a partir dos 20 minutos que o Atlético voltou a investir no ataque. Navas precisou fazer duas boas intervenções para evitar o terceiro gol dos anfitriões. Carrasco e Griezmann perderam as chances. Num último suspiro do time da casa, já sob chuva, Godín parou em outra defesa de Navas aos 44 minutos, antes do apito final.