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Leila fala grosso e esclarece defesa a Mattos: “não há chantagem”

  • Por Jovem Pan
  • 08/07/2017 12h47 - Atualizado em 13/07/2017 13h03
Divulgação/PalmeirasLeila Pereira é a presidente da Crefisa. A empresa investe cifras milionárias no Palmeiras, atual campeão brasileiro

Há cerca de um mês, em entrevista ao Esporte Interativo, Leila Pereira polemizou ao criticar a pressão de conselheiros e dizer que, se Alexandre Mattos deixasse o Palmeiras, a Crefisa iria rever os investimentos feitos no clube. Neste sábado, no entanto, a empresária se explicou.

Em participação exclusiva no Jovem Pan no Mundo da Bola, a presidente da Crefisa falou grosso e garantiu que o contrato de patrocínio com o Palmeiras, válido até o fim de 2018, é “sagrado e imutável”. Leila negou ter feito qualquer tipo de chantagem ao clube e explicou que, se houvesse uma mudança na direção de futebol alviverde, só reveria as quantias investidas pela Crefisa no aporte para a contratação de jogadores.

“Quando eu disse que eu reveria os investimentos, isso criou uma polêmica muito grande. ‘Ah… A Leila está fazendo uma chantagem…’ Isso é ridículo! Eu tenho um contrato de patrocínio de uniforme de dois anos, que vence no fim do mandato do presidente Maurício Galiotte. Isso é sagrado, imutável. Outra coisa é a contribuição que eu faço para a contratação de jogadores. Foi nesse ponto que eu disse”, esclareceu Leila.

“Qualquer investidor só investe quando acredita no projeto, no trabalho da pessoa responsável pelo grupo para o qual você contribui. E eu confio no trabalho do Alexandre Mattos. Se viesse outra pessoa, é evidente que eu iria suspender a contribuição para avaliar o trabalho dela. Foi nesse ponto que eu quis dizer. Não tem nada a ver com chantagem. O contrato será cumprido. Não há nenhuma chantagem!”, acrescentou.

Parceiras do Palmeiras desde 2015, Crefisa e Faculdade das Américas pagarão ao Palmeiras cerca de R$ 72 milhões em 2017 (R$ 6 milhões ao mês) pela exclusividade da exibição de suas marcas no uniforme do time alviverde. O valor deve chegar aos R$ 78 milhões em 2018 (R$ 6,5 milhões mensais).

Há, no entanto, os valores que a patrocinadora injeta para ajudar o Palmeiras na contratação de jogadores – que nada têm a ver com o contrato de patrocínio. Só em 2017, essa quantia já chegou aos R$ 100 milhões – seria a revisão desse tipo de investimento que Leila faria em caso de troca na direção de futebol do clube.