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Leila relembra desavenças com Nobre: “eu tinha vários motivos para rescindir” 

  • Por Jovem Pan
  • 08/07/2017 13h28 - Atualizado em 13/07/2017 13h04
Cesar Greco/Palmeiras/DivulgaçãoCesar Greco/Palmeiras/DivulgaçãoPaulo Nobre e Leila Pereira trabalharam juntos em 2015 e 2016. Ambos, no entanto, acumularam algumas desavenças

Leila Pereira e Maurício Galiotte são amigos, têm relação de extrema confiança. O vínculo da presidente da Crefisa com Paulo Nobre, no entanto, era completamente diferente. Em participação exclusiva no Jovem Pan no Mundo da Bola deste sábado, a empresária relembrou a parceria com o ex-presidente do Palmeiras e revelou que, naquela época, teve “vários motivos” para rescindir o maior contrato de patrocínio da história do futebol brasileiro.

De acordo com Leila, houve muitos problemas contratuais entre Palmeiras e Crefisa na gestão Paulo Nobre. A empresária reclama de ações “desrespeitosas” do ex-presidente durante os 16 meses finais de seu mandato – como, por exemplo, a criação de uma camisa comemorativa do título da Copa do Brasil sem a marca Crefisa.

“Deu tudo certo nos primeiros oito meses. Depois, a coisa começou a ficar meio complicada. A culpa não foi do patrocinador. Nós sempre cumprimos rigorosamente com tudo o que prometemos e, mesmo assim, tivemos muitos problemas internos, contratuais. Eu, como uma empresária, fazendo aquela contribuição vultosa, não poderia deixar que o contrato fosse vilipendiado, e estava sendo. Eu tinha vários motivos para rescindir o contrato, por ele estar sendo burlado acintosamente, mas não o fiz”, revelou.

O motivo de não ter encerrado a parceria foi explicado pela própria Leila. “Jamais largaria o Palmeiras na mão, porque sei da importância desse patrocínio para o clube. Eu sei, e tenho os pés no chão, que o nosso patrocínio é muito importante e relevante para o Palmeiras. Jamais largaria o meu clube e milhões de torcedores na mão por causa de problemas contratuais. Eu sabia que aquilo iria passar, porque não era possível”.

Essa última frase revela uma espécie de agonia sentida pela presidente da Crefisa durante a gestão Paulo Nobre. “Eu segurei firme. Não tive problemas pessoais com o ex-presidente… Os meus problemas eram contratuais. O contrato não estava sendo devidamente cumprido. Foramalgumas situações que poderiam ter sido evitadas, respeitando o patrocinador”.

Nova fase 

Há sete meses, já com Maurício Galiotte à frente do clube, Crefisa e Palmeiras renovaram o maior contrato de patrocínio da história do futebol brasileiro por mais dois anos – ele é válido até o fim de 2018. Se, antes, Leila Pereira tinha ressalvas em relação a Paulo Nobre, agora, a empresária é só elogios ao atual mandatário. Segundo ela, a relação entre Palmeiras e Crefisa, hoje, é ótima.

“O Maurício é uma pessoa que eu respeito muito… É muito competente e respeita o Palmeiras. A pessoa que está na cadeira de presidente tem de pensar não no que é melhor para ela, mas sim no que é melhor para a instituição… E eu tenho certeza de que o Maurício pensa no que é melhor para o Palmeiras. Eu vejo uma luta muito grande para dar certo. Eu vejo isso”, encerrou.

Cesar Greco / Palmeiras