Campeão da Copa do Brasil, de dois Paulistas e da Série B pelo Corinthians, o ex-volante Fabinho agora é auxiliar técnico do Sub-17 do Alvinegro e acompanha o desempenho tanto do clube paulista quanto dos seus rivais na Copa São Paulo. Em entrevista para o Plantão de Sábado da Jovem Pan, Fabinho destacou que a base é uma saída para o time no momento delicado em que passa.

"Para o clube não se afundar em dívidas, a base está aí. A base tem tudo hoje, o São Paulo é um exemplo disso, lá em Cotia. Tem que se olhar com carinho, até porque é investido muito na formação do atleta. Precisa do timing certo para lançá-lo e precisa muito da confiança do treinador. Às vezes o cargo do treinador está colocado em risco e dificilmente ele vai colocar seu cargo na mão de uma promessa", afirmou o ex-volante.

Dentre os garotos que têm se se destacado na Copinha pelo Corinthians, o meia Fabricio Oya, de apenas 17 anos, é o que tem mais chances de subir para o time principal. Fabinho destacou as qualidades do garoto e suas preocupações para que ele não fique "queimado" quando chegar ao profissional.

"Fabricio é um destaque, é um achado, precisa ser lapidado. Ele tem uma batida diferente, o que precisa agora é passar confiança para o atleta e saber lançá-lo na hora certa. Do mesmo jeito que a gente o projeta para ser uma grande revelação do futebol brasileiro, se não tiver o timing certo a gente acaba queimando o garoto, ele se frustra e vai acabar se perdendo como tantas joias aí", disse.

Kazim - Reforço já não tão novo, Fabinho também comentou sobre a chegada de Kazim, atacante turco anunciado pelo Corinthians nesta sexta-feira: "quando você vem para o clube com o respaldo e o respeito da torcida, você já tem 50% do caminho andado. Ele precisa entender onde está entrando, vai precisar mostrar dentro de campo. A Fiel a gente sabe como é, tem um limite na paciência e a gente torce que ele se adapte ao Corinthians o mais rápido possível".