Membros do Conselho Deliberativo do Corinthians protocolaram no início da tarde desta terça-feira um pedido de impeachment contra o presidente alvinegro, Roberto de Andrade. O mandatário, no entanto, está confiante quanto à resolução do processo – embora não consiga disfarçar a tristeza. 

Foi Flávio Adauto, diretor de futebol do Corinthians, quem contou como Roberto de Andrade reagiu à bomba que agitou os bastidores do clube nesta manhã - o dirigente participou do Esporte em Discussão desta terça-feira, na Rádio Jovem Pan, e abriu o jogo.

"Conversei com o Roberto hoje, e ele mesmo me falou'eles querem que seja apurado? Então vamos apurar, vamos ver o que realmente aconteceu'Ele fica chateado, fica triste, porque o Corinthians não tem vivido momentos de tranquilidade", revelou Adauto. "Mas, às vezes, faz parte viver em ebulição, ter problemas, porque mostra que o clube está ativo", acrescentou.

O pedido de abertura do processo de impeachment de Roberto de Andrade foi motivado por assinaturas do mandatário como presidente do clube antes de ser eleito. As irregularidades foram apontadas pela revista Época e podem configurar falsidade ideológica. 

O requerimento apresentado nesta terça-feira tem a assinatura de 63 de um total de 345 conselheiros do CorinthiansA partir de agora, o presidente do Conselho Deliberativo, Guilherme Strenger, tem cinco dias para analisar o pedido e encaminhá-lo para o Comitê de Ética do clube, que, por sua vez, vai dar um prazo de dez dias para Roberto de Andrade se defender. 

"Todo mundo tem o direito de recorrer ou buscar a verdade", sintetizou Flávio Adauto. "Mas eu tenho uma verdade, que é aquela de conversar diariamente com o Roberto. Ele me garante que assinou tudo já no exercício do mandato. Nenhum dos atos dele gerou prejuízo ao Corinthians. Zero!", finalizou, acreditando que o presidente alvinegro vai ser mantido no cargo até o fim do mandato, em fevereiro de 2018.