É real a possibilidade de Jonathan Calleri voltar ao São Paulo em 2017. Em contato exclusivo com o repórter Zeca Cardoso, da Rádio Jovem Pan, o pai e representante do atacante, Guillermo Calleri, admitiu que tenta uma rescisão contratual com o West Ham, da Inglaterra.

Segundo Guillermo, ainda é necessário "esperar alguns dias" até que Calleri resolva a sua situação no clube londrino – ele está insatisfeito com as poucas oportunidades que recebeu desde que chegou à Europa e quer sair da equipe inglesa ainda em janeiro. 

Questionado se existiria a chance de o atacante voltar a conversar com o São Paulo caso acertasse a rescisão com o West Ham, o pai de Calleri foi enfático: "é claro que sim". 

Os direitos econômicos de Calleri pertencem ao Deportivo Maldonado, do Uruguai. Em agosto, ele foi emprestado ao West Ham, da Inglaterra, mas praticamente não jogou. Assim, não quer nem esperar o término do vínculo com o clube londrino, em maio, para se transferir.

Um dos destinos pode ser o São Paulo. Calleri nunca escondeu o carinho que tem pelo clube tricolor e pretende voltar a atuar onde é querido  prova disto é que, mesmo depois de deixar o Brasil, continuou a conversar frequentemente com Marco Aurélio Cunha, ex-diretor executivo tricolor. 

Emprestado por seis meses ao clube paulista no primeiro semestre do ano passado, o atacante fez 16 gols em 31 jogos, levou o time do São Paulo à semifinal da Libertadores e se transferiu como xodó da torcida. Cairia, portanto, como uma luva na equipe planejada por Rogério Ceni  técnico que nunca escondeu o desejo de contar com um centroavante de prestígio em 2017.

O que pode pesar contra o possível retorno de Calleri ao São Paulo são os investidores que pagaram cerca de R$ 40 milhões para tirar o atacante do Boca Juniors, no fim do ano passado. O grupo não considera boa a ideia de Calleri voltar ao Brasil. Neste caso, de acordo com os empresários, o jogador ficaria desvalorizado e dificilmente conseguiria retornar à Europa.