Palmeiras responde à FPF e teme que polêmica seja “engavetada”

  • Por Jovem Pan
  • 11/04/2018 18h12
Palmeiras/DivulgaçãoJuiz ficou acuado após decisão polêmica na final

Um dia depois de pedir inquérito sobre a polêmica na final do Campeonato Paulista, o Palmeiras voltou a se manifestar sobre o caso. O clube respondeu ao presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), explicou que não decidiu se vai pedir anulação do jogo e fez um questionamento, indicando que teme um “engavetamento” do problema.

O Palmeiras acredita que houve interferência externa nas decisões da arbitragem na final contra o Corinthians. O juiz Marcelo Aparecido marcou um pênalti em Dudu, mas depois voltou atrás. Antes ele conversou com o 4º árbitro, que teria recebido orientações de Dionisio Roberto Domingos, diretor de arbitragem da Federação Paulista de Futebol.

Antonio Olim, presidente do TJD-SP, afirmou em entrevista à Globo que o inquérito não poderia ser aberto por causa de uma taxa de R$ 9 mil que não foi paga à Federação Paulista de Futebol. O Palmeiras afirmou, na nota desta quarta (11), que isso não pode interferir na investigação.

O clube deu a entender que não sabe se vai pedir anulação da partida. O que o Palmeiras exige é “buscar a verdade real sobre os fatos”. Se não, o clube teme que o TJD-SP use “subterfúgios processuais para justificar o engavetamento do problema”.

Veja a nota oficial emitida pelo Palmeiras:

Em relação à reportagem veiculada nesta quarta-feira (11) no site globoesporte.com contendo declarações do presidente do TJD-SP, Dr. Antonio Olim, esclarecemos que apresentamos pedido de instauração de inquérito (Art. 81), o qual não exige recolhimento prévio de custas e que, inclusive, o Dr. Olim já afirmou às redes de televisão que entendia ser o caso. Ao final do inquérito, o Palmeiras terá a prerrogativa ou não de requerer a impugnação.

De qualquer forma, o Palmeiras faz o seguinte questionamento direto à FPF: existe interesse e coragem para se buscar a verdade real sobre os fatos ou tentarão utilizar de subterfúgios processuais (como foi feito em inúmeros casos precedentes no futebol brasileiro) para justificar o engavetamento do problema?