Precisamos falar do nosso futebol

  • Por Mauro Beting/Jovem Pan
  • 02/04/2018 20h50
Eduardo Carmim/Estadão Conteúdofelipe melo, clayson, palmeiras, corinthiansClássico entre Palmeiras e Corinthians, pela final do Campeonato Paulista, teve mais de 50 faltas

Não quero ser mais chato do que sou. Mas jornalista futebolístico brasileiro tem obrigação de cobrar mais futebol do que se joga no País.

Finais são mais brigadas do que jogadas. Mas não podem ser tão brigadas e tão pouco jogadas como têm sido em São Paulo e nos principais estaduais. É pouco jogo para tanta história. Mesmo que não tenhamos tantos jogadores disponíveis de nível, não pode ser só isso.

Veja no YouTube lances do Villarreal. Não tem grande elenco e nem tanto dinheiro. Não sabemos quem treina e quem joga. Mas dá pra ver que jogam. Tratam a bola com carinho. E o futebol com respeito.

Pelo Brasil na Rússia se vê que é possível ser hexa com o que temos e exportarmos. Pelo Brasil imberbe se vê Vinicius Júnior no Flamengo, Rodrygo no Santos, Paulinho no Vasco. Gente que já joga. Moleques que podem jogar ainda mais se repensarmos nosso jogo. Se entendermos que não podemos limar treinadores em três meses. E uma série de medidas que são possíveis. Desde que pensemos. Ou não achemos que só nós sabemos.