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Guia do impeachment: passo a passo, como será dia decisivo no Corinthians

  • Por Jovem Pan
  • 17/02/2017 12h24
Marcelo Zambrano/Estadão ConteúdoMarcelo Zambrano/Estadão ConteúdoRoberto de Andrade corre sérios riscos de ser destituído da presidência do Corinthians

Roberto de Andrade corre sérios riscos de ser destituído da presidência do Corinthians

O Conselho Deliberativo do Corinthians vota nesta segunda-feira o requerimento de destituição do presidente Roberto de Andrade. O pedido foi entregue em 22 de novembro e conta com a assinatura de 63 conselheiros. Eles alegam que Andrade assinou ata de assembleia como presidente dois dias antes de ser eleito  o que pode configurar falsidade ideológica e consequente déficit à imagem do Corinthians.

A primeira chamada para a reunião do Conselho Deliberativo, que decidirá os rumos da política alvinegra, está marcada para as 18h (de Brasília), no Parque São Jorge – a segunda chamada será às 19h.

Presidente do conselho alvinegro, Guilherme Stranger conversou com exclusividade com o repórter André Ranieri, da Rádio Jovem Pan, e explicou como vai transcorrer o dia decisivo no Corinthians.

Entenda, passo a passo, os procedimentos da reunião desta segunda-feira:

– Feitas as duas chamadas, a reunião se inicia com a quantidade de conselheiros presentes no Parque São Jorge. O primeiro a falar será o presidente do Comitê de Ética, Sérgio Alvarenga. Durante no máximo 30 minutos, ele se manifestará a respeito do parecer elaborado pelo órgão. Contrário ao impeachment, o texto foi entregue após análise da denúncia e oitiva das testemunhas.

– Depois da fala de Alvarenga, será a vez de acusação e defesa se manifestarem. Um representante de cada parte se pronunciará para os membros do conselho. 

– Em seguida, ocorrerá a votação  individual, secreta e por meio de cédulas. Os conselheiros terão de optar por “sim” ou “não” para a seguinte pergunta: “você acolhe o pedido de destituição do presidente Roberto de Andrade?. 

– Se “sim” tiver metade dos votantes mais umRoberto de Andrade será afastado cautelarmente, e o presidente do Conselho Deliberativo terá cinco dias para convocar Assembleia Geral dos Associados. Ela é a responsável por votar o impeachment em última instância.

Se a decisão for mantida na assembleia, o presidente será destituído do cargo, e novas eleições serão convocadas. O novo mandatário assumiria o posto em um “mandato tampão”, ou seja, até fevereiro de 2018 – quando um novo pleito já ocorreria de qualquer maneira.

Entre a destituição e a realização de novas eleições (cerca de 45 dias), o cargo seria ocupado, temporariamente, pelo primeiro vice, André Luiz de Oliveira, o André Negão.

– Por sua vez, se “não” for maioria absoluta na votação desta segunda-feira, o caso se encerra, e Roberto de Andrade fica no cargo até o fim do mandato – isto, é claro, se novas denúncias não forem formalizadas até lá.

– De acordo com Guilherme Strenger, o resultado final da votação no conselho sai até no máximo as 23h desta segunda-feira.