O prazo dado para a apresentação dos custos finais da Olimpíada de 2016 não foi cumprido. O relatório que seria apresentado nesta sexta-feira pela APO (Autoridade Pública Olímpica) não foi divulgado e, segundo o jornal O Estado de S Paulo apurou, faltam os dados da Prefeitura do Rio de Janeiro sobre o custo das instalações esportivas para fechar a conta.

Na última quinta-feira, a APO foi extinta e deu lugar à Aglo (Autoridade de Governança do Legado Olímpico). Ela tem prazo para existir até 30 de junho de 2019, mas deve ser extinta quando acabar a verba que havia sido destinada à APO. Não se sabe ainda se será a Aglo que fará a prestação de contas da Olimpíada.

A estimativa é que os Jogos do Rio-2016 tenham custado cerca de R$ 39 bilhões incluindo tudo, inclusive o metrô no Rio, incumbência do Estado do Rio de Janeiro. O governo federal cuidou da segurança e também repassou os seus custos à APO. Assim, faltam os documentos da Prefeitura do Rio sobre os gastos.

Como 2016 foi um ano eleitoral, entre a passagem de uma gestão para outra muita coisa se perdeu. Por isso a dificuldade em se conseguir os dados referentes aos gastos da Prefeitura do Rio nos Jogos Olímpicos. Para piorar, existe ainda uma dívida pendente em torno de R$ 80 milhões com fornecedores.

Essa pendência está sendo negociada e a promessa é de que não haverá calote. Mas caso exista um déficit, por garantia em contrato, metade da dívida terá de ser paga pelo Estado, que está em situação delicada, e outra metade pela Prefeitura, que desconhece muitos destes problemas.

Do ponto de vista da organização do evento, o custo final foi de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 8,76 bilhões), incluindo cerimônias de abertura e encerramento, sendo o valor mais barato desde a Olimpíada de Sydney, na Austrália, em 2000. Para se ter uma ideia, a organização dos Jogos de Londres, em 2012, custou 5,1 bilhões de libras (cerca de R$ 20 bilhões).