Sem anunciar qual será o custo para os cofres federais, o Ministério do Esporte assumiu nesta sexta-feira a gestão das arenas do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em coletiva para a imprensa junto com prefeito Eduardo Paes, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, disse que só em 30 dias terá o orçamento da manutenção das Arenas Cariocas 1 e 2, do Centro Olímpico de Tênis e do Velódromo. 

Também anunciará em 30 dias o custo da desmontagem do Estádio Aquático e sua transformação em dois centros, e da desmontagem da Arena do Futuro e sua transformação em quatro escolas - também passado para a conta do governo federal.

A intenção da prefeitura era entregar a gestão destes equipamentos para uma parceria público privada. Porém, apenas uma empresa demonstrou interesse pelo legado olímpico, a Sanerio, que não apresentou a segurança financeira necessária para o poder público. O custo estimado desta parceria era de R$ 30 milhões anuais. Paes culpou a crise financeira e a troca de governo como fatores que afastaram o interesse das empresas em assumir as instalações olímpicas.

"Em um primeiro momento, vamos assumir os contratos já feitos pela prefeitura. Em um prazo de 30 dias, vamos apresentar o custeio dos equipamentos, que será objeto de processo licitatório. Evidentemente que esses custos são variados, dependendo da quantidade de uso que os equipamentos têm", disse Picciani.

Questionado se teria ao menos a estimativa desse custo, o ministro disse que não sabia. "Até então esta gestão não estava com o ministério. A partir de segunda-feira, estaremos com a nossa equipe aqui e isso nos permitirá calcular", afirmou o ministro. Os equipamentos assumidos pelo Ministério do Esporte se transformarão em centros de treinamento de atletas desde em inicialização até em alto rendimento.