Depois de duas temporadas sem surpresas, com Lewis Hamilton dominando as pistas com sua Mercedes, os apaixonados por automobilismo puderam reviver uma grande disputa pelo título na temporada 2016 da Fórmula 1. Em 2016 o britânico teve que encarar novamente seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, na disputa pelo título mundial, e dessa vez quem levou a melhor foi o piloto alemão.

A conquista de Nico Rosberg foi confirmada apenas na última prova da temporada, no Grande Prêmio de Abu Dhabi, disputado no dia 27 de novembro. O alemão, que venceu nove das 21 provas somou 385 pontos contra 380 de Lewis Hamilton, que chegou em primeiro em 10 oportunidades – as outras duas vitórias foram conquistados por Daniel Ricciardo e Max Verstappen, ambos da Red Bull.

Nico Rosberg x Lewis Hamilton

Nico Rosberg e Lewis Hamilton são protagonistas da maior rivalidade do automobilismo mundial. Os pilotos se conhecem e se enfrentam desde os tempos de kart.  Em 2013 se tornaram companheiros de equipe e a relação entre o alemão e o britânico nunca foi das melhores. Em 2016, porém, os ânimos estavam mais controlados e a disputa entre os pilotos não extrapolou os limites das pistas.

Nico Rosberg teve uma temporada mais consistente. Venceu as quatro primeiras provas do ano, abrindo uma vantagem considerável na liderança do campeonato. Na segunda metade da temporada, após a aproximação de Lewis Hamilton, o alemão mostrou maturidade e conseguiu suportar a pressão, vencendo três provas seguidas e subindo no pódio até confirmar o título com o segundo lugar em Abu Dhabi.

Título inédito e histórico

Ao conquistar o primeiro título mundial, Nico Rosberg repetiu um feito que só havia acontecido uma vez na história na Fórmula 1. O alemão da Mercedes, cujo pai é Keke Rosberg, vencedor na temporada de 1982, se tornou o segundo filho de campeão a também levantar a taça. O primeiro foi Damon Hill, campeão em em 1996, filho de Graham Hill, vencedor das temporadas de 1962 e 1968.

Holandês prodígio

Se em 2015 Max Verstappen entrou para a história ao se tornar o piloto mais jovem a disputar uma corrida na Fórmula 1, este ano o holandês seguiu se destacando na principal categoria do automobilismo mundial. Agressivo, Verstappen terminou a temporada na quinta posição, com 204 pontos, com uma surpreendente vitória no GP da Espanha, logo na sua primeira corrida pela Red Bull – nas quatro primeiras provas do ano, o holandês correu pela Toro Rosso.

Despedida dos pilotos

Além da quebra da hegemonia de Hamilton, a temporada 2016 da Fórmula 1 ficou marcada pela aposentadoria de grandes pilotos. O primeiro a anunciar a despedida das pistas foi o brasileiro Felipe Massa. Depois de 14 temporadas, o piloto da Williams que conquistou 11 vitórias, 16 poles e foi vice-campeão mundial em 2008, decidiu encerrar a carreira.

Quem também decidiu se afastar da Fórmula 1 foi o britânico Jenson Button, da McLaren, que confirmou a sua despedida do automobilismo antes da disputa da última prova do ano. Porém, antes disso, o piloto chegou a ser cogitado pela Williams, para substituir Felipe Massa, mas manteve a opção por aposentar. Ao todo foram 16 anos na Fórmula 1, com 305 provas disputadas, 15 vitórias, oito poles e um título, em 2009, pela Brawn GP.

No entanto, a aposentadoria mais surpreendente foi justamente a do piloto que conquistou o título. Cinco dias após vencer o mundial, Nico Rosberg publicou em sua página no Facebook que não teria a mesma gana para pilotar depois de atingir o sonho da carreira, que era se tornar campeão da Fórmula 1. De acordo com o alemão, a decisão foi tomada no dia seguinte ao título, após conversa com a família.

Perspectiva para 2017

Com a surpreendente aposentadoria de Nico Rosberg, a Fórmula 1 volta a ter um grande favorito em 2017. Pelo menos por enquanto, Lewis Hamilton fica sem um adversário direto na briga pelo título. Mesmo se repetirem as atuações deste ano, Daniel Ricciardo e Max Verstappen, da Red Bull, não deverão fazer frente ao britânico, muito por conta dos carros. Assim como aconteceu em 2016, a Mercedes deverá seguir imbatível.

Em 2017, a perspectiva não é boa para os torcedores brasileiros. Sem Massa, que se aposentou, a expectativa fica em torno do futuro de Felipe Nasr, que ainda não sabe se vai participar da próxima temporada. O piloto da Sauber marcou apenas dois pontos em 2016 e espera renovar seu contrato com a escuderia suíça. Independente da sua continuidade, o futuro verde e amarelo na Fórmula 1 não é animador.