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Você sabe quanto paga de impostos em cada produto?
Chegou a hora de ir para o arraial. As festas juninas e as quadrilhas chegaram com os impostos. O Leão também quer se divertir. Quem quiser se esquentar com quentão, pagará quase 82% de impostos no preço da cachaça. Já no vinho quente, a carga tributária passa da metade do valor. Nas comidas, o peso também não é pequeno. Passa de um terço da cocada, paçoca e pé-de-moleque. Nem nos fogos de artifício escapamos: pipocam nos céus mais de 61% em impostos. Até os santos se assustam.
Os números comprovam. A carga tributária brasileira nunca foi tão alta. No primeiro trimestre deste ano, chegou a quase 39% do PIB, com aumento de 1,87% em relação ao mesmo período do ano passado. Isso sem a CPMF. E depois o governo ainda diz que precisa de uma nova contribuição, chamada CSS, só para bancar os investimentos em saúde. Haja saúde para agüentar tanta mordida no bolso.
A arrecadação tributária mantém a trajetória de recordes sucessivos. Já avançou mais de 13% em termos reais nos primeiros meses do ano. Mesmo com a extinção da CPMF, a arrecadação terá avanço superior aos R$ 40 bilhões que a contribuição deveria gerar em 2008. Apesar disso, o governo não engoliu a perda e quer ressuscitar a contribuição, com a nova sigla CSS – Contribuição Social para a Saúde.
O Dia dos Namorados está chegando e é hora de escolher os presentes. Dependendo do que for comprar, o peso dos impostos pode passar de 80%. A menor tributação fica com as flores: quase 19%. Se resolver comprar um celular, terá de pagar 41% de impostos; nas roupas e sapatos, 38%. Se optar por uma jóia ou perfume, mais da metade do preço vai para o governo, assim como no vinho. Se a noite for longa, no jantar e na hospedagem em hotel, os tributos passam de 30%.
O ano começou bem para os cofres públicos, mesmo com toda a choradeira por conta da perda da CPMF. A arrecadação cresceu quase 13% em termos reais e o governo extraiu da economia quase R$ 162 bilhões. E depois, ainda vem com a renovada promessa de não elevar a carga tributária.
A carga tributária engole uma fatia cada vez maior do rendimento do brasileiro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, todo o dinheiro que o contribuinte ganhar por meio de seu trabalho até o próximo dia 27 de maio será totalmente destinado ao pagamento de tributos. Serão 4 meses e 27 dias ou um total de 147 dias do ano. Para comparar: na década de 70, o cidadão trabalhava 2 meses e 16 dias para o pagamento dos tributos. Na de 1980, 2 meses e 17 dias e, na década de 1990, 3 meses e 12 dias.
– A CPMF foi extinta no início do ano, mas não alterou em nada a rotina dos recordes sucessivos de arrecadação do governo. Em março, a arrecadação passou de R$ 51 bilhões, com aumento real de quase 7,5% em comparação com o mesmo mês de 2007 – o melhor resultado para um mês de março em toda a história. Imagine o que aconteceria se o governo ainda pudesse contar com a CPMF.
Os brasileiros, que acabaram de acertar as contas com o Leão, nem imaginam o valor total dos impostos diretos e indiretos que pagam por ano. Na média, o cidadão brasileiro comprometerá, este ano, mais de 40% do seu rendimento bruto com o pagamento de tributos. A carga de impostos leva quase 43% da renda bruta da classe média e 38,6% da camada mais pobre.
Na hora de escolher o presente para as mães, os brasileiros também têm que levar em conta o quanto pagarão de impostos. Os impostos chegam a até 70% nos perfumes e 37% em roupas e sapatos. Até as flores têm aumento 20% de impostos.
A arrecadação no Brasil não parou de crescer. No ano, já houve expansão de quase 16% acima da inflação. A arrecadação tem avançado em ritmo bem mais acelerado que a economia. O governo atribui o fato ao crescimento econômico, mas não é só isso. O governo esconde o arrocho que impôs a sonegação e as alterações para cima nos tributos. No Brasil, é preciso ter cuidado até com as palavras. Lembram-se do choro por causa da CPMF? Eram lágrimas de crocodilo.
Nem o fim da CPMF alterou a rotina. A arrecadação de impostos bateu novo recorde em janeiro, com um aumento de quase 20% em termos reais sobre o total arrecadado no mesmo mês do ano passado. O Brasil arrecadou R$ 62,6 bilhões. A economia cresce e o governo fatura.
O governo também vai se lambuzar com os impostos na Páscoa, desde o ovo, que tem uma carga de 40% do preço, até os bombons e Colomba Pascal, que atingem 39%.
Educação é uma das prioridades do país. mas não é vista dessa forma, pelo menos, na definição da carga tributária. Os impostos representam quase metade dos preços dos materiais escolares.
Troca de seis por meia dúzia. É assim que o governo definiu as medidas anunciadas para compensar perda de arrecadação da CPMF.
As férias chegaram: tempo de descontração, descanso, diversão, e tempo de pagar impostos.
Fim de ano: comidas, bebidas, fogos e impostos. Junto com os brindes, vamos estourar tributos.
Os gastos com as festas de fim de ano poderiam ser menores não fosse a alta carga tributária que pesa sobre os itens da ceia.
Qualquer presente escolhido neste fim de ano tem embutido uma boa carga de impostos.
O Brasil, que tem uma das maiores cargas tributárias do mundo, também é campeão na quantidade de horas utilizadas para que se faça o pagamento de todos os tributos e impostos devidos ao Estado.
A arrecadação total de tributos já chega a quase R$ 500 bilhões, uma expansão de mais de 10% acima da inflação.
A arrecadação de impostos no Brasil não pára de crescer e o governo quer mais ao não abrir mão da CPMF.
As distorções do sistema tributário brasileiro não se limitam à carga de impostos. O país também convive com a imensa complexidade do sistema e constantes alterações das normas.
O dia das crianças está chegando mas a festa vai ser partilhada com o governo já que os impostos embutidos nos presentes chegam a mais da metade do valor de boa parte dos brinquedos.
As discussões para a prorrogação da CPMF deixam evidente a necessidade de o governo garantir a arrecadação crescente para bancar os gastos também crescentes.
O governo quer a CPMF do jeito que está. Não concorda com redução de alíquota, diz que não pode abrir mão de receita, só que a arrecadação no primeiro semestre já cresceu o equivalente a uma CPMF.
A carga tributária já ocupa o espaço dos juros como principal vilã do crescimento.
Desta vez, o próprio governo admite que a carga tributária bateu novo recorde no ano passado ao atingir 34,5% do PIB.
As férias estão chegando. Na hora de planejar os gatos, cuidado com os tributos. Na compra da passagem aérea, há 23,5% de impostos incorporados na tarifa. Na hospedagem, o peso é maior: passa de 30%. Nas refeições, é de 33,5%.
Cada divulgação do PIB confirma a tendência de aumento da carga tributária. O avanço da arrecadação é sempre maior do que a expansão da atividade econômica. Foi o que ocorreu no primeiro trimestre do ano. Para um avanço econômico de 4,3% em relação ao mesmo período de 2006, a arrecadação tributária aumentou 10,2%.
A carga tributária rouba uma boa parcela do ganho dos trabalhadores brasileiros. Para fazer frente ao peso dos impostos, cada contribuinte tem de destinar o equivalente a 5 meses de trabalho para os cofres públicos.
A carga tributária brasileira bate recordes mundiais em vários setores, como o automobilístico. Na compra de um carro no valor de R$ 30 mil, por exemplo, cerca de R$ 9 mil vão para o governo: a carga de impostos chega a 30%. O Brasil ganha de longe de países do Primeiro Mundo, onde não há buracos nas estradas nem quebra-molas. Na Itália, esse percentual é de 17%; no Reino Unido, 15%; Espanha e Alemanha, 14%; Japão, 9%; e Estados Unidos, 6%.
O governo brasileiro estuda uma “bondade tributária”: pode cortar a CPMF nos empréstimos. Você acredita nisso? Pode até ser, mas vai dar um anel e ficar com os dedos e todas as outras jóias porque vai garantir a prorrogação da CPMF por mais quatro anos - uma arrecadação fácil e gorda.
CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira: o P de “provisória” parece cada vez mais “permanente” ou “prorrogável” - P de “pêsames” para o Brasil.
O peso da carga tributária brasileira não vem apenas das alíquotas e do excesso de impostos cobrados. As empresas também enfrentam pesado custo burocrático.
Por conta do excesso de impostos indiretos embutidos em tudo o que consumimos, os mais pobres acabam pagando mais.
A carga tributária na faixa dos 38% do PIB, que tem sido alvo de muita preocupação pelo peso que tem na economia brasileira, poderia ser ainda maior se todos pagassem o que o governo quer cobrar: atingiria mais de 59% do PIB. O que segura esse avanço é a informalidade, a sonegação e a inadimplência, que refletem em grande parte o esgotamento da capacidade contributiva da sociedade.
Para quem viaja o pedágio é um custo pesado, que poderia ser bem menor não fosse a carga tributária.
No último dia 10 de agosto, a arrecadação tributária em todo o Brasil atingiu a marca dos R$ 500 bilhões. No ano passado, esta quantia só foi atingida em setembro. Em 2004, em outubro e, em 2003, em novembro. Como se vê, ano após ano, o setor público avanço com maior voracidade e rapidez sobre a sociedade e as empresas.
Com a proximidade do Dia dos Pais, há uma pesada carga de impostos qualquer que seja o presente escolhido. Em um CD, por exemplo, os impostos passam de 47%; em um celular, 41%; pasta de couro, 42,7%; perfume importado, 71%. Ouça.
A taxa básica de juros está em queda desde setembro de 2005 mas os juros na ponta final, no crediário, nos empréstimos, permanecem nas alturas.
Entra governo, sai governo, e a carga tributária não cai de jeito nenhum.
Estamos no meio do ano e a carga tributária já passou de 40% do PIB.
Não são pequenas bondades do governo que vão reduzir a pesadíssima carga tributária que incide sobre toda a atividade econômica e o bolso do contribuinte.
Boa parte do preço do presente que vamos dar às nossas mães vem dos impostos.
A carga efetiva de impostos sobre o mercado interno brasileiro chega a 40,65% do PIB - uma expansão de mais de 10 pontos percentuais em 10 anos.
Em 2005, entre as 16 maiores economias do mundo, o Brasil só perdeu para França e Itália, isto é, a carga tributária brasileira foi superior a todas as demais.
A carga tributária não dá trégua nem mesmo nas comemorações da Páscoa.
O brasileiro terá de destinar 145 dias de trabalho só para o pagamento de impostos. Ou seja, somente a partir do próximo dia 26 de maio é que o contribuinte começará a trabalhar para ele e sua família.
Mais de um terço do gastamos para conseguir ter um sono confortável vão para os cofres públicos.
O brasileiro não escapa de uma pesada carga tributária nem mesmo no café-da-manhã.
O brasileiro paga imposto desde o momento em que acorda até a hora de dormir.
Arrecadação geral de impostos teve, em 2005, acréscimo de R$ 70 bilhões, ou R$ 20 bilhões descontado o efeito da inflação.
Confirmado o crescimento da economia brasileira em 2005 de apenas 2,3%, fica confirmado também o aumento da carga tributária. A arrecadação de impostos atingiu 37,8% do PIB no ano passado contra 36,8% em 2004.
Até para realizar a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física pela Internet o contribuinte paga imposto de no mínimo 45,8%.
Não se pode mesmo acreditar em bondade na área tributária. A ampliação dos limites de enquadramento das empresas no Simples foi uma boa notícia, mas só ampliou mesmo a carga de impostos porque não houve correção das faixas de aplicação das alíquotas na mesma proporção.
2005 foi mais um ano de aumento da carga tributária. Quando o poder político vai começar a rever os pesados tributos, que espremem a produção e amarram os avanços da sociedade brasileira?
O resultado do PIB não deixa dúvida: a economia brasileira está em desaceleração, mas isso não aliviou a fome de arrecadação: os números da Receita avançam mês após mês.
Mais um recorde de arrecadação. Mesmo com a forte desaceleração da atividade econômica, o governo nunca arrecadou tanto como de janeiro a outubro deste ano.
O governo brasileiro temia que a correção de 10% na tabela do Imposto de Renda pudesse gerar perda de arrecadação neste ano, mas ocorreu justamente o inverso. Ouça.
Além de contribuir para o avanço da carga de tributos, o excesso de normas tributárias ainda engorda o Custo Brasil de outras formas. A estimativa é que as empresas brasileiras destinem de 1,5% a 2% do faturamento apenas com a administração tributária.
A carga tributária não só tem crescido a cada ano como tem avançado muito além da inflação. Entre 1988 e 2004, excluída a inflação, o avanço foi de 269%.
Está sobrando menos dinheiro no final do mês? Os impostos têm participação nisso. No primeiro semestre deste ano, a carga tributária cresceu mais de 13%, ou seja, cada brasileiro pagou na média R$ 231 a mais de impostos em relação ao mesmo período do ano passado.
Nem mesmo a guerra fiscal garantiu a redução da carga tributária. No primeiro semestre deste ano, a arrecadação do ICMS cresceu quase 8% além da inflação.
No primeiro semestre, a carga de impostos atingiu 39,34% do PIB, o que representa uma expansão de mais de 1,5 ponto sobre o total arrecadado no mesmo período do ano passado, indicando que 2005 deve fechar com novo recorde histórico de arrecadação.
Em sete anos, o avanço da carga tributária chega a quase 10 pontos percentuais. Em 1999, o governo abocanhava o equivalente a 29% do Produto Interno Bruto. No primeiro semestre deste ano, a carga tributária ultrapassou 39% do PIB.
O brasileiro já acorda pagando tributos. Não escapa sequer no café da manhã. Mesmo com isenções, como a farinha de trigo, pagamos quase 20% de impostos no pãozinho, 37% na manteiga e 27% no cafezinho.
O brasileiro hoje trabalha o dobro do que trabalhava na década de 70 para pagar tributos. Na média, o ganho de mais quatro meses vai para impostos.
Todos os trabalhadores comemoram quando têm um reajuste de salário, mas atenção: o ganho maior pode ficar para os cofres públicos se o trabalhador pular de faixa de tributação no IR de 15% para 27,5%. É o que acontece com quem tem renda próxima dos R$ 2.326,00, limite para a faixa de 15%.
Apesar da desaceleração da economia, a arrecadação de impostos não pára de crescer. Nos primeiros cinco meses do ano, o governo teve a maior arrecadação da história no período. Seria um bom resultado caso não fosse apenas reflexo de aumento da carga tributária.
Quando você compra presentes para o Dia dos Namorados também presenteia os cofres do governo. Num simples CD, os impostos representam 45% do preço; roupas, 37%; perfumes, 60%; e eletroeletrônicos, de 38% a 57%. Nas flores, a tributação é um pouco menor, mas, mesmo assim, passa de um quinto do preço final.
A carga tributária abocanha 44% do rendimento bruto dos brasileiros. Sobre a renda, a carga média é de 18%; sobre o patrimônio, 3,5%; e sobre o consumo, por meio de impostos como ICMS, Pis e Cofins, 23%.
Enquanto a Receita Federal anuncia novo recorde na arrecadação, estudo aponta, no ano passado, novo e significativo crescimento do peso dos impostos no PIB brasileiro: de 35,54% para 36,56%.
Do preço final da cerveja, 56% são impostos. Mesmo o leite, que é um alimento básico, tem uma alta carga de impostos: um terço de cada caixa de leite longa vida.
O governo até admite discutir a Medida Provisória 232, que impõe ao país uma nova rodada de aumento de impostos, mas a sociedade quer mais do que isso: quer o arquivamento da MP. A capacidade de contribuir, principalmente, das empresas prestadoras de serviço, já está no limite. Em 2004, a base de contribuição teve aumento de 12% para 32%, agora pode chegar a 40%.
Os custos das consultas e até dos planos de saúde devem subir por conta do aumento da carga de impostos para o setor, determinada por Medida Provisória baixada pelo governo na virada do ano.
A tributação média sobre os automóveis no Brasil é de 32% - imposto direto que incide na compra. No exterior não é assim. Nos Estados Unidos, por exemplo, a tributação é de apenas 7%.
Os prestadores de serviço começaram 2005 com uma péssima notícia: foi baixada uma Medida Provisória que determina aumento médio de 35% na carga tributária.
As bondades tributárias do governo podem custar caro. Em troca de isenções de PIS e Cofins sobre a cesta básica e da correção parcial da tabela do Imposto de Renda, foi baixada uma MP que determina aumento médio de 35% na carga para os prestadores de serviço e passa a tributar milhares de produtores rurais isentos, com renda acima de R$ 1164,00.
A própria equipe econômica admite o aumento da carga tributária no Brasil. O governo deve contar com um acréscimo total de cerca de R$ 40 bilhões em arrecadação, um aumento desigual.
A carga tributária deve ter atingido em 2004 uma expansão de cerce de um ponto sobre o Produto Interno Bruto. Um ponto parece pouco mas não é. A carga pode ficar entre 36% e 37% do PIB. Ou seja, o governo retira mais de um terço de tudo o que o Brasil produz.
As empresas estão pagando bem mais impostos neste ano. Um dos motivos foi a elevação da alíquota da Cofins. Com isso, cerca de um terço do faturamento das empresas brasileiras vai para a Receita Federal.
A carga per capita de impostos do país cresceu 14% no primeiro semestre. Neste ritmo, deve representar até o final do ano quase R$ 3.600 para cada cidadão.
Para presentear as crianças, você também paga uma pesada carga de impostos, que representam 32% de um pacote de balas ou chocolate, e chegam a quase 42% do preço dos brinquedos.
Muitos contribuintes que deveriam ser isentos do Imposto de Renda são obrigados a pagar ou caem numa alíquota maior devido à não correção da tabela do IR. Além disso, cada brasileiro pagará em média, até o final do ano, quase R$ 500 a mais de impostos diretos e indiretos com relação a 2003.
Para limpar a casa, você paga 38% de impostos no desinfetante; quase 38% na água sanitária; mais de 42% no sabão em pó; mais de 43% no álcool; 40% no detergente, saponáceo e sabão em barra; e 43% no amaciante.
As bebidas carregam pesada carga de impostos, que representam 47% do preço de uma lata de refrigerante; 37,8% do suco; 56% da cerveja; e 83% da cachaça.
Para renovar o guarda-roupa, o consumidor paga de tributação média nas roupas quase 38%; nos sapatos, os impostos somam 37,3%.
Os impostos representam quase metade do preço de cada eletrodoméstico, em torno de 44%. O microondas lidera a lista, com quase 57% de impostos.
Para comer uma macarronada, o consumidor paga, no macarrão, mais de 30% de tributos; no molho de tomate, 36% e, se usar azeite, mais 37%.
Nos carros populares, o peso dos impostos é de 39,29% do preço final. Já nos veículos acima de mil cilindradas, a tributação atinge 43,6% do valor pago pelo consumidor.
Na hora de tomar banho, os impostos passam de 52% no xampu, 42% no sabonete, 47% no desodorante, além de 29% na água.
Na construção de uma casa tida como popular, o peso dos impostos corresponde a quase metade do preço final. Até o material básico tem tributos pesados: 35% nas telhas, 34% nos tijolos, 44% nos vasos sanitários e 45% nas tintas.
A cada R$ 100 da conta de luz, 35% correspondem a impostos. Com os tributos indiretos cobrados das empresas o setor, a carga chega a 45,8%.
Somando os tributos diretos e indiretos, a carga sobre as tarifas de telefone chega a 46,6% e, sobre as tarifas de energia, está em 45,8%.
O peso dos impostos encarece a vida do brasileiro desde o café da manhã. Em uma xícara de café com leite, os impostos representam 36,52% do café, 19,24% do leite e 40% do açúcar.
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Educação é uma das prioridades do país. mas não é vista dessa forma, pelo menos, na definição da carga tributária. Os impostos representam quase metade dos preços dos materiais escolares. Os pais sempre tentam economizar, mas com os impostos a mochila fica bem mais pesada. E não apenas pela quantidade de materiais solicitados pela escola. É o peso dos impostos mesmo. No caderno universitário representam mais de 36% do preço; na agenda, na régua, na cola, na caneta e no apontador os tributos correspondem a quase 45% do custo final. Os impostos representam, no final das contas, quase metade da despesa. Em clima de volta às aulas, o governo comemora.
“No Brasil, o preço dos produtos é composto em 50% por impostos. Isso faz cair muito o poder aquisitivo da população, diminui o mercado consumidor e forma um círculo vicioso, gerando desemprego. Mais impostos, mais desemprego”. Ouça Gilberto Guimarães, consultor da Fundação Getúlio Vargas.
“Cerca de 44% dos que os brasileiros produzem vão para o governo, ou seja, a cada dia trabalhado, um é para o governo. Chegou a hora de mudar isso”. Ouça o economista Paulo Gomes.
“O aumento da carga tributária tem feito com que seja cada vez mais lenta a velocidade do surgimento de novas lojas nos shoppings. Só de custo condominial, o lojista paga cerca de 25% de imposto”. Ouça o presidente da Associação Brasileira de Shoppings, Carlos Jereissati Filho.
“O conjunto da tributação brasileira renda/consumo/patrimônio é o mais alto do mundo, o que dificulta o crescimento da economia”. Ouça o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, Gilberto Luiz do Amaral.
“A alíquota da Cofins está, obviamente, superdimensionada”. Ouça a análise do ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel.
“A complexidade do sistema tributário atual e o volume de arrecadação viraram uma limitação para o crescimento”. Ouça o economista José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de Política Econômica.
“Houve um aumento expressivo da carga tributária no primeiro semestre do ano. O governo anunciou que esse aumento seria contrabalançado, mas o ‘pacote de bondade’ ainda não atingiu esse objetivo”. Ouça Júlio Gomes de Almeida, diretor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.
“Ao contrário do que o governo alega, a mudança da cobrança da Cofins de cumulativa para não cumulativa aumentou, sim, a carga fiscal”. Ouça Júlio Gomes de Almeida, diretor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial.
“A tributação excessiva desvirtua a atividade econômica e produz uma série de distorções. É importante modificar a intensidade e também a natureza dos impostos”. Ouça Salomão Quadros, coordenador de Análise Econômica da Fundação Getúlio Vargas.
“Vivemos em um país onde existe um gigantesco entrave ao crescimento da economia. Existe o Brasil da legalidade, que perde sua eficiência por carregar a mais pesada cruz tributária, e o Brasil da informalidade, dos brasileiros que foram expulsos da legalidade”. Ouça o empresário Flávio Rocha, do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo.
“Para terminar com a cumulatividade da Cofins, o governo aumentou muito a alíquota e já estamos vendo números impressionantes de arrecadação associados à Cofins. E não adianta depois o governo devolver uma migalha desse aumento de arrecadação na forma de uma isenção parcial do IPI”. Ouça o economista Eduardo Gianetti da Fonseca.
“Como teria de repartir com Estados e municípios os impostos tradicionais, como IPI e Imposto de Renda, a União, a partir de 1988, para preservar sua receita, passou a usar cada vez mais da modalidade de contribuição que dava a ela o controle de toda a receita obtida por aquele tributo”. Ouça o economista Eduardo Gianetti da Fonseca.
“Tenho medo porque sempre que o governo põe a mão, ele tira com uma e dá com a outra, como na questão do Pis/Cofins na agricultura. É inaceitável que o governo arrecade 40% do PIB nacional, e o dinheiro ainda é mal utilizado. Não falta dinheiro, falta eficiência”. Ouça Luiz Hafers, conselheiro da Sociedade Rural Brasileira.
“O sistema tributário brasileiro penaliza a produção ao cobrar inúmeros tributos sobre toda a formação de tecnologia, produtos e serviços”. Ouça o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, Gilberto Luiz do Amaral.
“Não vamos conseguir superar nossas dificuldades se não tivermos um sistema tributária que seja, pelo menos, simétrico em relação ao de todos os outros países com os quais o Brasil negocia”. Ouça o presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva.
A carga tributária brasileira é de cerca de 35% ou 36% do PIB, e a taxa de investimento, 18% a 19% do PIB. Precisamos inverter isso”. Ouça Roberto Faldini, diretor da Fiesp.
“Se o Estado não for eficiente, ele vai querer fazer política de distribuição de dinheiro para os pobres em programas sociais tirando mais dinheiro da sociedade. Isso tem que parar. É preciso discutir como o governo aplica o dinheiro que tira de nós”. Ouça o presidente da Abrinq, Sinésio Batista.
“A excessiva carga tributária é um tiro no pé. O prejuízo tanto para o consumidor quanto para a empresa é a redução da capacidade de gastar, o que, no médio prazo, significa um crescimento menor”. Ouça o diretor de Competitividade da Fiesp, Mário Bernardini.
Se a carga tributária fosse aproveitada para o bem social seria interessante, como nos países que têm uma carga parecida com a do Brasil, mas a Educação, Saúde e Transporte funcionam. O caminho é primeiro consertar o país para que não haja corrupção para que depois se possa reduzir a carga tributária”. Ouça o empresário Mario Amato.
“A carga tributária é exagerada em alguns segmentos da infra-estrutura. Precisamos acabar com esse ciclo perverso de aumentar impostos para sustentar aumento das despesas do governo. É preciso estabelecer permanentemente uma agenda de redução dos custos do governo e uma melhor distribuição da carga tributária”. Ouça Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base.
“Estudos econômicos indicam que a carga dos tributos e encargos setoriais que incide hoje sobre o custo final da energia elétrica é extraordinariamente alta, chegando quase a 50%”. Ouça o advogado David Waltenberg, especialista em Direito relacionado ao setor elétrico.
“O setor de serviços é um dos mais sacrificados pela carga tributária (39%). As últimas mudanças sobre PIS/Cofins prejudicaram ainda mais o setor e a empregabilidade”. Ouça o vice-presidente da Federação de Serviços do Estado de São Paulo, Luigi Nese.
Uma das maiores do mundo, a carga tributária brasileira também incide sobre os adquirentes de máquinas e equipamentos. Com essa política completamente errada, o governo desestimula o investimento. Quem compra uma máquina o faz para gerar produtos e serviços novos. Não tem sentido tributar o meio de produção”. Ouça o presidente da Abimaq, Newton de Mello.
“A questão fiscal precisa ser modificada. O governo, além de taxar muito, usa mal o dinheiro: corta investimentos e mantém despesas”. Ouça Luiz Hafers, conselheiro da Sociedade Rural Brasileira.
“No Brasil, a tributação penaliza quem produz e trabalha. É necessário que a população tenha consciência da carga tributária embutida no preço de mercadorias e serviços que consome. Se a população não pressionar os governantes para que reduzam imediatamente a carga tributária, o país continuará patinando economicamente”. Ouça o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, Gilberto Luiz do Amaral.
“Os brasileiros pagam uma grande parcela em relação a impostos e serviços bancários, principalmente, as faixas de renda média e alta. O crescimento da economia, refletindo no aumento da renda do trabalhador, provavelmente, levará a uma mudança um pouco significativo nessa estrutura”. Ouça Edilson Nascimento Silva, gerente de Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE.
“A carga tributária é, talvez, a questão mais criminosa que temos no Brasil. É extremamente alta e continua crescendo. Tem criado um subproduto terrível: empurra as empresas para a informalidade”. Ouça Horácio Lafer Piva, presidente da Fiesp.
“A carga tributária do Brasil está atingindo patamares insustentáveis e cada vez mais empresas são forçadas a entrar na informalidade”. Ouça o empresário Jorge Gerdau.
“Carga elevada de impostos inibe o empreendedorismo, investimento e desenvolvimento privado brasileiro. Precisamos reduzir a nossa carga de impostos”. Ouça Raymundo Magliano, presidente da Bolsa de Valores de São Paulo.
“A carga tributária gira em torno de 40% e não há prioridade dada ao setor brasileiro. A prioridade, enfocada sempre pelo governo, tem sido a de aumentar a arrecadação”. Ouça Paulo Saab, presidente da Eletros.
“Sem um sistema tributário mais adequado para garantir o superávit, o país assiste, ano após ano, à manutenção da CPMF, um tributo perverso“. Ouça o presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Gabriel Jorge Ferreira.
“É importante que se busque um novo modelo, que se adote um sistema compatível com padrões internacionais de tributação e que se redistribua a carga tributária”. Ouça o presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Gabriel Jorge Ferreira.
“O efeito mais perverso da excessiva carga tributária é a redução da capacidade de investimento. Sem investimento, não há como esperar uma retomada sustentada do crescimento econômico. O crescimento da arrecadação do Estado numa economia recessiva representa um encolhimento de todo o resto”. Ouça Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio.
“O sistema tributário brasileiro é um dos maiores causadores da informalidade, sonegação e fuga de recursos. A carga eqüivale a uma tributação dos países desenvolvidos, mas com uma prestação de serviços igual à de países não desenvolvidos”. Ouça Emerson Kapaz, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial.
“A elevadíssima carga fiscal no Brasil trabalha contra a produção e o emprego. O governo tem de ter coragem, encarar isso e reduzir drasticamente a carga tributária. Com esse nível de impostos e os juros, ficam inviáveis novos investimentos aqui e, conseqüentemente, novos empregos”. Ouça o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, Benjamin Steinbruch.
“É quase impossível fazer nesse país algum planejamento em função da dificuldade de se pensar a longo prazo. Todos os anos temos mudanças na legislação e ficamos diante de um emaranhado legislativo, que torna difícil o entendimento do nosso sistema tributário”. Ouça o presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Gabriel Jorge Ferreira.
“Do ponto de vista tributário, o governo pretende que cada vez mais aqueles que atendem o setor doméstico financiem o setor exportador. Exportar, sem dúvida, é o que importa, mas não podemos fechar os postos de trabalho dos brasileiros que atuam nos setores não voltados ao mercado internacional”. Ouça o tributarista Antônio Carlos Rodrigues do Amaral.
“O governo não tem apresentado políticas consistentes com relação ao Imposto de Renda e tem se mostrado pouco sensível a uma política tributária eficaz que amplie a base de trabalho do brasileiro e o próprio crescimento econômico”. Ouça o tributarista Antônio Carlos Rodrigues do Amaral.
“A carga tributária brasileira é um absurdo: 36% do PIB e, se computarmos o que a sociedade paga em Saúde, Educação, Previdência e Segurança, a carga está perto de 40% do PIB”. Ouça o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Paulo Skaf.
“Reclamamos uma reforma tributária com o objetivo de eliminar os tributos que indiretamente travam o produto exportado e fazer com que o produto manufaturado brasileiro tenha maior competitividade no mercado externo”. Ouça José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil.
“A carga tributária é um sócio que temos. Nós exportamos impostos, o que dificulta a competitividade. Estamos afogados com tantos impostos”. Ouça o presidente da Associação da Indústria de Eletroeletrônicos, Ruy de Salles Cunha.
“O brasileiro é um escravo do Fisco: trabalha quatro meses e meio do ano só para pagar tributos. E mais dois meses para pagar os serviços que o governo deveria lhe dar, como Saúde, Educação, Previdência e Segurança”. Ouça o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, Gilberto Luiz do Amaral.
“O Brasil está muito longe dos ‘primeiros colocados’ com relação a carga tributária, juros e acesso a crédito”. Ouça o diretor da Fiesp, Mário Bernardini.
“Brinquedos têm uma carga tributária total de 42% e não vemos nenhuma possibilidade de o governo mudar isso”. Ouça o presidente da Abrinq, Sinésio Batista.
“Carga tributária significa menos dinheiro para a sociedade e menos geração de emprego. Redução da carga tributária significa mais emprego e crescimento econômico. O Brasil precisa aprender essa lição”. Ouça o presidente do Sindicato das Pequenas e Médias Indústrias, Josef Khouri.
“Os recursos da indústria são devorados por três dragões: o sistema financeiro, com os juros; os oligopólios de fornecedores de matérias-primas, com preços dolarizados; e o governo, com aumentos sistemáticos e descabidos de impostos”. Ouça o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Autopeças, Paulo Butori.
“A complexidade da legislação e o excesso da carga tributária são os vilões que inibem a geração de postos de trabalho pelas empresas”. Ouça Mario Ernesto Humberg, presidente do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE).
“A taxação no Brasil tem alcançado valores expressivos, notadamente, na entrada de máquinas e equipamentos - um setor que vem prejudicando o crescimento do país. Enquanto no Brasil há cobrança em torno de 50%, em outros países emergentes, esse percentual é de aproximadamente 5%, sem contar o Custo Brasil, taxação que chega a quase 40%”. Ouça Roberto Segatto, presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior.
“A carga tributária no Brasil impede a produção de bens e serviços para a infra-estrutura no nível necessário para a geração de empregos e riquezas para o Brasil”. Ouça José Augusto Marques, presidente da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base.
“O comércio enfrenta uma carga tributária muito elevada. Somados, os impostos chegam a representar em alguns produtos mais de 40% do preço que o consumidor paga”. Ouça Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo.
“O contribuinte brasileiro paga cerca de 61 tributos, entre impostos, taxas e contribuições - 20% diretamente do seu salário, tributos no consumo e ainda uma carga tributária sobre seu patrimônio”. Ouça o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, Gilberto Luiz do Amaral.
“Nos EUA, o progresso foi construído a partir do autofinanciamento das empresas. Já no Brasil, a carga tributária, elevada e mal estruturada, come uma parcela muito grande da capacidade de geração interna de lucros das empresas”. Ouça o diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, Júlio Gomes de Almeida.
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