35 anos do Tri
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Texto: Bruno Vicari
Voz: José Luiz Menegatti
Sonorização: Aloisio Mathias
Na época eram 90 milhões. Mas não apenas 90 milhões de habitantes ou torcedores. Eram 90 milhões de privilegiados, que acompanharam a mais fantástica seleção de todos os tempos. Há exatos 35 anos o Brasil vencia a Copa do Mundo de 1970, conquistava definitivamente a Taça Jules Rimet, e mais que isso, era reverenciado como o país do futebol.
Como de costume a seleção deixou o Brasil em um momento turbulento. Críticas, rivalidade entre paulistas e cariocas, além de acusações de interferência do governo militar: este era o ambiente que rondava a equipe de Zagallo. Porém, todas estas incertezas foram esquecidas pelos jogadores quando o apito do árbitro soou no jogo de estréia contra a Tchecoslováquia.
Um time com cinco "camisas 10": Rivelino, Tostão, Jairzinho, Gerson, e claro, o rei Pelé. A Copa que consagrou o atleta do século, com seus gols, suas jogadas fantásticas e toda a sua majestade com a camisa canarinho. Se a bola chutada do meio de campo não entrou, ou o gol após o drible desconcertante no goleiro uruguaio Mazurquievski teimou em não sair, o que ficou marcado na memória dos torcedores foi a genialidade do rei ao executar as jogadas.
Dos 90 milhões que estavam em ação naquele dia, um viveu um momento mágico. O responsável por transmitir para o radio brasileiro aquela que foi a afirmação do futebol Brasileiro. No pool de transmissão, onde cada locutor narrava 30 minutos de cada jogo, Joseval Peixoto foi o sorteado para narrar o terço final da partida decisiva entre Brasil e Itália. 35 anos depois nem é preciso relembrar o que aconteceu. A voz de Joseval ainda ecoa nos corações brasileiros.
O soco no ar de Pelé; a torcida mexicana invadindo o gramado do estádio Azteca e comemorando junto com nossa seleção; o rei sendo carregado nos ombros e usando um "sobrero"; o Capitão Carlos Alberto levantando a nossa taça. Imagens do tri. Imagens da afirmação do futebol brasileiro.
(21 de junho de 2005)
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