16/07/09 - 12h09
Publicado Por: Mariana Riscala
O desastre do vôo 3054 da TAM em Congonhas completa dois anos nesta sexta-feira, e até agora, ninguém foi responsabilizado. No dia 17 de julho de 2007, a queda do Airbus A-320 na zona sul de São Paulo, deixou 199 mortos. A Polícia Civil iniciou a investigação do caso, mas a Justiça decidiu que o caso era de competência federal. Todo o trabalho do Ministério Público e da polícia paulista foi encaminhado à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal. Dois anos após a maior tragédia, o presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do vôo 3054, Dário Skott, ainda espera uma resposta. Ele diz que, até agora, o relatório do Cenipa, órgão da Aeronáutica que apura a ocorrência de acidentes aéreos, também não foi concluído. Segundo o procurador da República em São Paulo responsável pelo caso, Rodrigo De Grandis, a complexidade da tragédia torna difícil apontar responsáveis. Ele explica que quatro laudos foram elaborados e que o trabalho de perícia é muito complicado. O presidente da Associação em Defesa dos Passageiros, Cláudio Candiota, ressalta que dois anos se passaram e os problemas ainda não foram resolvidos. Ele destaca que os valores das indenizações no Brasil são muito baixos e estimulam a impunidade. Para a presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziela Baggio, a situação está longe de ser resolvida. Ela assinala que o setor aéreo ainda passa por um crime e observa o receio dos passageiros de voar. Para o presidente do Instituto de Estudos Estratégicos e Políticas Públicas em Transporte Aéreo, Respício Espírito Santo Júnior, a sociedade brasileira aprendeu uma grande lição. Ele diz que o brasileiro pode cobrar maior segurança do governo e das empresas aéreas. Até o momento, segundo a companhia aérea TAM, foram fechados 188 acordos de indenização.