15/06/09 - 09h11
Publicado Por: Mariana Riscala
Os especialistas dizem que o número de corpos e destroços é insuficiente para apontar causas do acidente com o voo 447 da Air France, que matou 228 pessoas. Até o momento foram resgatados 43 corpos pelas Forças Armadas Brasileiras e 6 pela Marinha francesa, totalizando 49 corpos. Neste domingo, os destroços da aeronave recolhidos em alto-mar começaram a ser entregues a autoridades francesas para investigação.
Para o perito em acidentes aéreos, Roberto Peterka, 20% dos corpos do total de passageiros e 5% dos destroços explicam muito pouco. O professor de transporte aéreo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Respígio Espírito Santo, concorda que ainda é cedo para se falar nas causas do acidente. Segundo ele, o material recolhido até o momento esclarece pouco ou quase nada do acidente com o voo 447 da Air France.
E, após duas semanas de voos, os radares da aeronave R-99 da FAB rastrearam uma área equivalente a cinco vezes o Estado de São Paulo. No Recife, o tenente-brigadeiro Ramon Cardoso reafirmou que as buscas prosseguirão até se esgotarem todas as possibilidades de localização de corpos. A fragata brasileira Bosísio deve chegar amanhã a um ponto onde seja possível o içamento de seis corpos recolhidos pela Marinha francesa.
Na França, familiares de ocupantes do voo 447 da Air France criaram a Associação pela Verdade e pela Defesa dos Direitos das Vítimas do Voo 447. O embaixador francês Pierre-Jean Vandoorne reuniu-se ontem com coordenadores das buscas na sede do Cindacta-3, em Recife. A Marinha e a Aeronáutica decidiram substituir a palavra "corpos" pela expressão "despojo mortal" para evitar novos ruídos de informação.