16/07/09 - 18h05
Publicado Por: Luciana Minami
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, manifestou sua indignação com o assassinato, nesta quinta-feira, de um funcionário da agência em Peshawar, no oeste do Paquistão.
Zill-e Usman foi morto a tiros por homens não-identificados num acampamento para refugiados na localidade de Kutcha Gari.
Segundo uma nota do Acnur, ele foi alvejado por pelo menos quatro homens quando caminhava para o seu carro após uma visita de rotina ao acampamento.
A mídia local informou que um guarda que trabalhava para o Comissariado de Refugiados Afegãos, um órgão do governo do Paquistão, também foi morto no atentado.
Um outro funcionário do Acnur ficou ferido no ataque e foi levado ao hospital, mas segundo a agência, ele já está fora de perigo.
O porta-voz do Acnur, William Spindler, disse à Rádio ONU, de Paris, que os grupos armados devem respeitar os civis.
"É uma vergonha que trabalhadores humanitários que se encontram num país em conflito como o Paquistão para ajudar as vítimas desse conflito possam perder a vida de uma maneira tão violenta. Apelamos aos grupos armados que operam no Paquistão para respeitarem o caráter civil e humanitário dos nossos colaboradores" afirmou.
Zill-e Usman é o terceiro empregado da agência da ONU a ser assassinado no Paquistão desde o início no ano. No mês passado, Aleksandar Vorkapic morreu durante um ataque a bomba contra o Hotel Continental em Peshawar.
De acordo com o chefe do Acnur, António Guterres, não existe qualquer justificativa para ataques a trabalhadores humanitários.
Nesta quinta-feira, os funcionários do Acnur em Genebra fizeram um minuto de silêncio em memória do colega assassinado no Paquistão.
Zill-e Usman tinha 59 anos, era casado e pai de quatro filhos.
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