14/04/09 - 18h30
Publicado Por: Gabriel Mandel
Discursando durante evento na cidade paranaense de Telêmaco Borba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a burocracia do setor público, destacando que a ineficiência está diretamente relacionada com a baixa remuneração dos funcionários. Para o presidente, “se você for nas instituições, ministérios, têm técnicos da mais alta qualificação, mas ganham pouco. (...) Quanto ganha o presidente do Banco Central para administrar milhões? (...) Se vende a idéia de que a máquina pública é cara, o que é cara não é a máquina, é a ineficiência".
Comparando a situação com a gestão de Juscelino Kubitschek como presidente do país, Lula assegurou que, caso o mineiro desejasse construir Brasília, “ainda não teria conseguido a licença ambiental para fazer a pista para o avião pousar”. Para finalizar, ele lembrou que a Embraer, uma empresa privada, pode demitir 4 mil funcionários mas, “no governo, se você manda alguém do segundo escalão embora você pode ser chamado para uma CPI”.
Lula também garantiu que o Brasil vive um período de "estabilidade e credibilidade política", em situação melhor do que a enfrentada por outros países, destacando que o pessimismo é o responsável por grande parte da crise financeira. Para ele, “eu chego a pensar que 50% da crise é um pouco de pânico. Quando conversei com (Barack) Obama, falamos de um movimento mundial para convencer o consumidor a comprar o que precisa”. A crise, para Lula, "pode ser muito mais passageira do que se imagina", mas o pessimismo faz com que seja necessário “todo santo dia fazer quase que uma procissão de fé em reafirmar as convicções no país”.