A cada minuto, o clima de tensão aumenta na Bahia, estado em que parte dos policiais militares está em greve desde a noite da última terça-feira, o que contribuiu bastante para o aumento do número de crimes nos últimos dias.
No final da tarde deste domingo, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PSDB), pediu que o comandante das forças de segurança, coronel Judias, retire do prédio os grevistas que lá acamparam, alegando que a liberação é necessária para
que os deputados estaduais possam realizar seu trabalho normalmente ao longo da semana.
Com os policiais de braços cruzados, a segurança é feita basicamente por 3,5 mil soldados do Exército e pela Força Nacional de Segurança, sendo que as duas corporações reforçaram os contingentes ao longo do dia. Durante o domingo, chegaram a Salvador 40 homens do Comando de Operações Táticas, considerados a tropa de elite da Polícia Federal, com o objetivo de prender 11 líderes do movimento grevista.
O décimo-segundo mandado de prisão era para Alvin dos Santos Silva, dirigente da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado Bahia (Aspra) e que foi preso durante a madrugada, sob as acusações de formação de quadrilha e roubo do patrimônio público, já que 16 viaturas da Polícia Militar foram levadas para o prédio da Assembleia Legislativa, sendo resgatadas apenas no sábado.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou que, entre as 21h00 de terça-feira, quando a greve foi deflagrada, e as 17 horas deste domingo, foram registrados na região metropolitana de Salvador 84 homicídios e 192 furtos ou roubos a carros. Apenas neste domingo, foram três assassinatos, nos bairros de Periperi, Sete Portas e São Caetano.