Baixa procura pela vacina em São Paulo preocupa Estado

  • Por Tiago Muniz/Jovem Pan
  • 14/02/2018 18h27
André Borges/Agência BrasíliaA diretora de imunizações da Secretaria Estadual da Saúde, Helena Sato, pede que todos os moradores das áreas marcadas procurem a vacina

Mesmo com filas em alguns postos, a procura pela vacina contra a febre amarela ainda é baixa e preocupa a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo. Na manhã desta quarta-feira, por exemplo, a UBS do Jardim Aeroporto, na Zona Sul da Capital, registrava filas que viravam a esquina do quarteirão. Apesar disso, a busca não tem a mesma intensidade nas 54 cidades onde a campanha está sendo realizada.

O último levantamento da pasta aponta que aproximadamente 28% do público-alvo foi imunizado. Isso representa 2,6 milhões de pessoas de um total de mais de 9,2 milhões que devem receber a proteção contra o vírus. Por enquanto, o Estado não pretende prorrogar a campanha e mantém o último dia para o sábado, 17 de fevereiro.

Nesse dia de encerramento, o governo vai realizar o segundo dia D de mobilização, onde todos os postos devem ser abertos. A diretora de imunizações da Secretaria Estadual da Saúde, Helena Sato, pede que todos os moradores das áreas marcadas procurem a vacina.

“Teremos apenas quinta, sexta e sábado. De acordo com os nossos corredores ecológicos, nessas regiões temos sim a possibilidade da entrada do vírus”, diz Sato.

O último balanço da transmissão do vírus foi divulgado nesta quarta-feira pela Secretaria Estadual de Saúde. São 186 casos registrados e 66 mortes, das quais 28 aconteceram em Mairiporã. A campanha vai continuar até 24 de fevereiro na cidade de São Paulo, de acordo com a Prefeitura.

Macacos

Ao mesmo tempo, a Secretaria Estadual do Meio-Ambiente confirma que o número de macacos mortos continua subindo. Foram 758 primatas que perderam a a vida em razão da febre amarela de julho de 2016 até agora. As autoridades começam a temer pela extinção do macaco bugio, uma das espécies mais atingidas pelo vírus.

A diretora do Departamento de Fauna da Secretaria, Vilma Geraldi, afirma que ele é menos resistente do que outros tipos de primatas. “É uma espécie que já estava com um grau de ameaça alto no estado e muito provavelmente isso deve se acentuar”, afirma Geraldi.

É importante ressaltar que o macaco sempre é tão vítima da febre amarela quanto o ser humano e que não deve ser vítima de agressões em hipótese alguma.