Um estudo divulgado nesta manhã pelo IBGE comprova que 11,4 milhões de brasileiros, o que equivale a 6% da população nacional, vivem em favelas ou ocupações, sendo a Rocinha, no Rio de Janeiro, a maior delas, com 69 mil moradores. Thiago Uberreich conversou sobre esses dados com o diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie, Valter Caldana, segundo quem esses números não são aceitáveis, da mesma maneira como não podemos aprovar as “submoradias”. Caldana salientou que é necessária uma mobilização permanente, envolvendo sociedade e governo, para eliminar essa situação, ainda que a quantidade de pessoas vivendo em favelas seja bem menor do que no passado. Essa nem é a situação mais grave pois, continuou, uma parcela dos brasileiros não vive sequer em barracos, dependendo da ocupação ou dormindo nas ruas, e o investimento em habitação é, na verdade, uma busca por maior “qualidade de vida”.. Atualmente, existe “o conhecimento acumulado de uma série de instrumentos” que podem resolver a situação, mas a vontade política se faz necessária para superar tal cenário, garantiu. Valter Caldana lembrou que a eliminação das favelas “é um ganho para a sociedade como um todo”, o que justifica uma luta para a resolução deste drama no médio prazo, pois “o longo prazo tem que ser menor e, de preferência, as coisas devem ser resolvidas em pouco tempo”.