David Uip diz que declaração da OMS é “natural” e que pretende vacinar todo o Estado em 2018

  • Por Marina Ogawa/Jovem Pan
  • 16/01/2018 12h56
Divulgação/Arquivo Agência AssembleiaEm entrevista exclusiva à Jovem Pan, o secretário estadual da Saúde, David Uip, considerou o comunicado da OMS “natural” e destacou que o Estado vem cumprindo com o planejado no combate à doença

A Organização Mundial da Saúde passou a considerar, a partir desta terça-feira (16), todo o Estado de São Paulo como área de risco para a febre amarela. De acordo com a entidade, a decisão foi tomada ao se considerar o aumento da atividade do vírus observado no Estado.

Em comunicado, a OMS diz: “consequentemente, a vacinação contra a febre amarela é recomendada para viajantes estrangeiros que visitem qualquer área no Estado de São Paulo (…) A determinação de novas áreas consideradas de risco de transmissão de febre amarela é um processo contínuo, e atualizações serão fornecidas regularmente”.

Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, o secretário estadual da Saúde, David Uip, considerou o comunicado da OMS “natural” e destacou que o Estado vem cumprindo com o planejado no combate à doença.

“Declaração da OMS é natural. Quando faz recomendação, ela não sabe para qual parte do Estado o viajante irá. Então entendo como absolutamente natural. Temos a campanha de vacinação antecipada para o dia 29 e pretendemos vacinar quase 8 milhões de pessoas. Bom contato com Ministério da Saúde. Vem cumprindo tudo combinado e há segmento natural de tudo aquilo que planejamos”, disse. A campanha de vacinação, com utilização de vacinas fracionadas, antes datada para início em 3 de fevereiro, terá início no próximo dia 29.

Questionado sobre a validade da vacina fracionada, David Uip afirmou que testes em protocolo de pesquisa utilizado no Brasil demonstraram que a vacina de 0,1 ml foi protetora por oito anos em cerca de 90% dos casos analisados. “Pode ser mais”, declarou o secretário.

A intenção do governo de SP, segundo Uip, é de vacinar todo o Estado até o final deste ano.

Cidade de São Paulo

Na última semana, o secretário de Saúde da cidade de São Paulo, Wilson Pollara, afirmou que a região não era de risco da doença, e que não havia a necessidade de vacinar todos as pessoas de forma imediata. “Não temos necessidade de vacinar todas as pessoas imediatamente. Temos programação ao longo dos meses para que, com calma, vacinemos a população inteira. Não há nenhum risco da doença em São Paulo hoje”, garantiu o secretário municipal.

Entretanto, o secretário estadual David Uip ponderou que o que existem são locais de risco e outros não na cidade e que não é possível generalizar.

“O que está dito é que existem locais onde se tem risco e onde não. O Horto Florestal está na cidade de São Paulo e vacinamos 1,2 milhão de pessoas. Se vacinamos, é porque havia risco. No Alto Tietê, na região leste, havia população de risco e vacinamos. Não dá para generalizar que cidade de São Paulo não tem risco. Algumas há risco e outras não. Há regiões da cidade de risco e outras não, as que estão, estamos vacinando”, explicou.

O que muda no planejamento e prevenção?

“Nada”, disse David Uip. “Os planos continuarão da forma que foi combinado. Nada muda, tudo continua conforme o planejado. Recomendação da OMS é que turistas que venham para São Paulo é conveniente que se vacine”.

Ele acrescentou ainda que o governo do Estado toma providências há dois anos contra a doença e reiterou que nada muda em relação a alertas para a população.