O governo brasileiro surpreendeu o setor aéreo com anúncio da compra de 36 caças suecos para a Força Aérea Brasileira, após 15 anos de negociações, por US$ 4,5 bilhões. O modelo escolhido era, até então, o menos cotado: Gripen NG, da Saab.


As outras opções sondadas pelo Brasil foram o F-18, da americana Boeing e o modelo Rafale, da francesa Dassault. A assinatura do contrato está prevista para o fim de 2014 e após 48 meses os primeiros aviões devem começar a chegar pelo país. Serão entregues entre três e seis aeronaves ao ano.


A negociação prevê ainda a participação do Brasil na produção, com transferência de tecnologia, que pode chegar a ter 80% de fabricação nacional. O Ministro da Defesa, Celso Amorim, atribui a escolha a um equilíbrio e diz que agora se inicia a fase de negociação. Amorim ressalta ainda que a compra dos caças não implicará no orçamento do governo.


Por enquanto, a FAB vai defender as fronteiras com um F-5 modernizado, segundo o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito. O modelo Grippen NG é capaz de abater aviões no ar, enviar mísseis ao solo, promover ataques contra alvos fora do alcance de visão e possui alcance superior aos concorrentes, com autonomia para 4 mil quilômetros de distância, por ter maior tanque de combustível.


O especialista e professor de segurança internacional, Gunther Rudzit, em entrevista a Daniel Lian, afirmou que não gostou da escolha e que, em sua avaliação, os modelos franceses eram os mais cotados.


A Boeing Company ficou decepcionada por não ter sido escolhida, mas deixou claro que isso "não diminui o comprometimento em expandir sua presença, ampliar parcerias e apoiar as necessidades do Brasil em termos de segurança".