O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu regras para sindicatos, conselhos de classe, universidades corporativas, Organizações Não Governamentais e hospitais. A partir de agora, estas instituições, consideradas não educacionais, estão proibidas de oferecer cursos de pós-graduação.

Essas entidades, antes autorizadas a oferecer especialização Lato Sensu, não receberão mais o reconhecimento da pasta.

Cerca de 400 instituições possuem esses cursos e 134 esperavam autorização do MEC para funcionar.

O coordenador de Pós-Graduação da Escola Politécnica da USP, Fernando Laurindo, orienta o estudante a avaliar bem as opções do mercado: “primeiro a pessoa tem que refletir o que está procurando para sua carreira. É bom saber qual o background que possui aquela instituição, a história e os professores que lecionam na instituição. Tudo isso ajuda a escolher aquilo que seja mais apropriado a sua necessidade”, pontua Laurindo.

Os cursos no Brasil são divididos em Lato Sensu, em geral especializações, e Stricto Sensu, mais longo, como mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Os Stricto Sensu são reconhecidos pelo MEC e classificados pela CAPES, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

Instituições não educacionais que forneciam pós-graduação Lato Sensu, agora só poderão ter cursos livres e mestrado profissional.


A doutora em Educação da Unicamp, Maria Aparecida Fermiano, diz ao repórter Marcelo Mattos que a ação do MEC protege os estudantes:

“A educação precisa ser levada a sério. Há profissionais excelentes em todas as universidades e estes profissionais precisam ser redirecionados para este cursos de pós-graduação. Cursos oferecidos por instituições não-educacionais, por mais boa vontade que tenham, nem sempre têm o controle rigoroso tanto de legislação, quanto de formação dos profissionais que ministram as aulas”, ressalta Maria Aparecida.

A resolução que determinou as mudanças foi elaborada pelo Conselho Nacional de Educação e homologada pelo ministro Fernando Haddad.