A ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT) se manifestou pela primeira vez após o escândalo envolvendo Michel Temer e o empresário Joesley Batista, dono da JBS, vir à tona. Nesta sexta-feira (19), a petista publicou uma nota em seu site a respeito do caso e sugeriu a realização de eleições diretas.

Segundo Dilma, a crise política que assola o país teve início em novembro de 2014, quando os “golpistas”, como ela classifica seus opositores, se recusaram a aceitar o resultado das urnas, culminando com um “impeachment fraudulento”, em sua visão.

“O Brasil continua sangrando com os retrocessos impostos pelo governo golpista. Agora está sem rumo, diante das graves acusações lançadas nos últimos dias”, disse em um trecho da nota assinada pela ex-presidente.

Para Dilma, a realização de eleições indiretas tiraria não ajudaria o país a sair do “abismo em que foi mergulhado”. De acordo com a petista, a única saída para acabar com a crise no Brasil seria a realização das eleições diretas. “Na democracia, a regra é clara: o poder emana do povo e em seu nome é exercido”.

Confira a nota de Dilma Rousseff na integra:

“A crise política, iniciada em novembro de 2014 com a recusa dos golpistas em aceitar o resultado das urnas, foi agravada pelo impeachment fraudulento.

O Brasil continua sangrando com os retrocessos impostos pelo governo golpista. Agora está sem rumo, diante das graves acusações lançadas nos últimos dias.

Na democracia, a regra é clara: o poder emana do povo e em seu nome é exercido. Nenhuma eleição indireta terá a legitimidade para tirar o país do abismo em que foi mergulhado.

A única saída para a crise são eleições diretas, já”.