Morto por espancamento na noite do último domingo, em São Paulo, o vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, de 54 anos, foi covardemente agredido por dois homens dentro da estação Pedro II do Metrô. A vítima foi perseguida porque havia tentado defender dois homessexuais do lado de fora da estação. 

Um destes homossexuais, conhecido como Brasil, conversou com a repórter Helen Braun, da Rádio Jovem Pan, e relatou os momentos que antecederam a morte de Luiz Carlos Ruas.

De acordo com Brasil, os dois homens, que são primos, começaram a agredi-lo sem mais nem menos, quando ele saía do trabalho. 

"Foi tudo muito estranho. Eu estava saindo do local onde trabalho, e, do nada, surgiu um jovem meio forte, que começou a me dar socos. Aí, apareceu outro, e começou a me chutar. Não houve nenhuma troca de palavras. Apenas agressões. Um amigo meu, que é travesti, chegou para me ajudar e também apanhou", afirmou.

Foi neste momento que Luiz Carlos Ruas, também conhecido como Índio, tentou intervir. "Ele só tentou me defender. Chegou e falou: 'não bate nele. O que ele fez?'. E voltou para o carrinho dele... Foi quando os dois correram atrás dele. Ele apanhou até morrer", lamentou Brasil. 

"Eu conhecia o Índio há 15 anos. Era um senhor muito agradável, de família. Nunca se envolveu em confusão com ninguém. Era uma pessoa que trabalhava das 6h às 23h. Ele viva pela família e pelo trabalho", finalizou. 

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso e informou que já identificou os agressores, que, neste momento, são considerados foragidos. Há a possibilidade de os assassinos terem envolvimento com um grupo de intolerância.