O Sistema Cantareira, que abastece mais de 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, em grande parte da capital e mais dez municípios, está em uma situação crítica: apenas 23,8% de sua capacidade está preenchida.


Em entrevista à Rádio Jovem Pan, o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, afirmou que a situação é preocupante.


"Nós temos grandes represas, que poderiam estar acumulando cerca de 1 trilhão de litros de água, e nós temos hoje acumulado 234 bilhões de litros. (...) Nós deveríamos estar em torno de 400 a 500 bilhões de litros, estamos somente com menos da metade", explicou Massato.


De acordo com o diretor da Sabesp, um dos grandes problemas é a falta de chuvas no Sistema Cantareira. A chuva no local é só de 80 mm, quando se tem que ter uma de 260 mm.


"A menor chuva de todos os janeiros estava em 124 mm, e até agora só choveu 80 mm. Ou seja, o que está acontecendo agora, em termos de clima, não tem precedentes na nossa série histórica de 84 anos", contou.


Diante dessa perspectiva complicada, a Sabesp ainda não vê previsão de chuva nos próximos dias na região, mas a expectativa é que a natureza "engane" os metereologistas.


Com a falta de chuvas na região da Cantareira, o pedido da Sabesp é que a população utilize a água de forma racional, evitando o desperdício. As formas de economizar já são conhecidas do público.


"Evitar banhos prolongados, evitar o desperdício da água, utilizar a água de lavagem das roupas para lavar o quintal, já que a mesma se encontra com sabão, não deixar a torneira aberta de forma desnecessária", disse.


Massato afirmou ainda que a possibilidade de racionamento de água está sendo evitada pela Sabesp que já está buscando outras alternativas, caso a situação piore.