O Detran informou que o sistema de licenciamento de veículos será normalizado até quinta-feira após suspensão da inspeção ambiental na cidade de São Paulo.


A Prefeitura decidiu interromper o serviço por entender que o contrato com a Controlar está vencido desde março do ano passado.Com isso, quem não fez a vistoria neste ano ou estava com o procedimento em atraso, obrigatoriamente, precisará passar pela fiscalização em 2014.


Motoristas que já tinham feito o agendamento da inspeção, poderão entrar no site da Prefeitura para pedir o reembolso da taxa. Quem apenas pagou o tributo, mas não tinha agendado a inspeção, deverá aguardar as orientações da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.


Apesar dos postos fechados, funcionários da Controlar e alguns motoristas desavisados compareceram aos locais de fiscalização. O diretor-presidente do Detran, Daniel Annemberg, destacou que o sistema de licenciamento precisará ser alterado após a suspensão da inspeção veicular.


Annemberg explicou ao repórter JP Anderson Costa que, a partir de quinta-feira, o serviço estará normalizado para quem não passou pela vistoria. A inspeção veicular será retomada no ano que vem, após a Prefeitura organizar a licitação que irá definir as novas empresas que farão o serviço.O secretário municipal de Negócios Jurídicos, Luís Massoneto, orientou quem deverá fazer a vistoria em 2014. (Ouça o áudio).


Pesquisadora do Laboratório de Poluição Atmosférica do Hospital das Clínicas Mariana Matera ressaltou que a inspeção veicular trouxe benefícios para o ar da cidade. Mariana avaliou que o motorista não enxerga o retorno a curto prazo e isso acaba desestimulando os condutores.


Pelo menos 300 mil veículos deixaram de fazer a inspeção em 2013, após a suspensão do serviço, segundo a Prefeitura. A administração municipal lembra que nenhum veículo terá o licenciamento bloqueado ou será multado por não ter passado pela fiscalização neste ano.


Nesta segunda-feira, a Controlar entrou com ação na Justiça contra a Prefeitura, por entender que a interrupção do serviço foi uma decisão arbitrária. A empresa alega que o contrato acabaria somente no ano de 2018.