Montadoras pretendem manter mercado fechado com altas taxas aos veículos produzidos fora do Brasil.

Nesta terça-feira (18), o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços apresenta o Novo Ciclo de Política Automotiva, a Rota 2030.

Esta é uma agenda positiva de Marcos Pereira, citado nas delações da Odebrecht, com políticas de longo prazo e previsíveis, para segurança nos investimentos.

O consultor automotivo, José Edson Parro, ressaltou que o Programa Inovar Auto trouxe fabricantes para o Brasil, que esperam os benefícios prometidos. “Essa renovação tem que ser bem estudada e elaborada, tendo em vista que grandes empresas vieram ao Brasil e estão aguardando a questão do imposto de importação”, disse.

O Inovar Auto foi aprovado em 2012 com prazo para vigorar até 2017, para gerar maior produtividade e tecnologia em toda a cadeia do setor.

Em razão de benefícios fiscais, marcas de luxo se instalaram no Brasil pelo estímulo à produção local e a taxação às importações.

Hoje o Brasil tem acordo com os países do Mercosul e México em um comércio bilateral sem pagamento de impostos ou taxas extras.

O ex-presidente da Ford, o consultor Luiz Carlos Mello, condenou o protecionismo de mercado. “Não se pode trabalhar em atividade produtiva de risco com protecionismo. A competitividade nunca é conquistada para ser duradoura na base de incentivos”, explicou.

As montadoras ressaltam que a alta carga tributária e a infraestrutura ineficiente no País impedem uma competição justa com os mercados desenvolvidos.

Hoje os veículos importados pagam 35% para entrar no País e há um de regime de cotas que impõe mais 30% em impostos.

*Informações do repórter Marcelo Mattos