Grupo Fiat-Chrysler é acusado de fraude na emissão de poluentes nos Estados Unidos.

A Agência de Proteção Ambiental norte-americana afirma que a FCA, Fiat Chrysler Automóveis, utilizou um programa de computador que anula em testes a emissão excessiva de poluentes em motores a diesel.

O caso envolve dois modelos das fabricantes equipados com motor 3.0 litros turbodiesel. São 104 mil picapes RAM 1500 da Dodge e Jeep Grand Cherokee, anos 2014, 2015 e 2016.

Os carros violam as leis ambientais dos Estados Unidos porque emitem mais óxido de nitrogênio, um dos principais poluentes da combustão do diesel. No Brasil, apenas o Jeep é vendido com essa motorização.

O controle auxiliar de emissões pode ser usado para proteger o motor, mas os dispositivos que alteram as emissões precisam ser informados aos órgãos reguladores e as investigações vão determinar se ele atua como o software da Volkswagen.

O programa de computador da Volkswagen atua quando reconhece que o carro está sendo inspecionado e diminui o nível de poluição.

O grupo Fiat Chrysler afirmou que está desapontado com as alegações e seus veículos a diesel atendem todas as normas estabelecidas. As montadoras sustentam que provarão que o software não é fraudulento, com a intenção de trabalhar com o novo governo do presidente Donald Trump, para resolver este assunto de forma justa.

Mas as ações do grupo FCA na Bolsa de Milão chegaram a cair 16% nesta quinta-feira (12).

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos é a mesma que "descobriu" o software da Volkswagen e o caso que ficou conhecido como "dieselgate", em setembro de 2015.

A montadora alemã admitiu que o dispositivo fraudulento está presente em cerca de 11 milhões de carros de marcas do grupo. No Brasil, apenas a picape Amarok foi afetada.

E na última terça-feira, a Volkswagen concordou em pagar 4,3 bilhões de dólares em multas nos Estados Unidos para encerrar os processos sobre o "dieselgate".

Em outubro, o grupo alemão aceitou um acordo na Justiça americana de 15 bilhões de dólares em compensações aos proprietários dos cerca de 600 mil carros vendidos envolvidos na fraude e seis executivos da marca foram denunciados e poderão responder criminalmente pela fraude; um deles foi preso em Miami no último sábado.

*Informações do repórter Marcelo Mattos