Você já deve ter reparado nas descrições de potências dos motores de carros flex que, quando abastecido com etanol, o valor é um pouco maior do que se comparado com gasolina. Isso acontece porque o etanol suporta bem a compressão - essa taxa é uma relação entre o volume do cilindro e a câmara de combustão, que indica o espaço que a mistura ar-combustível pode ocupar quando o pistão está embaixo e quando está em cima. Quanto maior a taxa de compressão, maior o rendimento térmico do motor.

A taxa de compressão dos carros a gasolina é de uma faixa de 9:1 (nove vezes o volume original), enquanto o modelo a etanol tem 12:1. O bicombustível utiliza uma taxa intermediária, em torno de 11:1. Por isso, o sistema de alimentação segue as características do carro a etanol.

O álcool também é um combustível limpo, se comparado à gasolina. Se analisarmos o motor 1.4 do Chevrolet Prisma, por exemplo, veremos que gera 89 cv com gasolina e 97 cv com etanol.

Apesar de gerar benefício na hora de rodar, o etanol é consumido, em média, 30% mais rapidamente do que a gasolina. Vale destacar que, ao contrário do que muita gente imagina, os motores bicombustíveis recebem tratamento com níquel em todas as partes do motor que têm contato com o combustível.

Já no caso da gasolina aditivada, vale quebrar um mito: ela não aumenta a potência do carro, mas sim a conserva por mais tempo. Isso acontece porque, com o passar do tempo, a gasolina vai sujando o motor, fazendo com que o carro perca mais potência. É nessas horas que entra o aditivo.