Brasil pretende mudar regime automotivo após condenação da política de incentivos fiscais pela Organização Mundial do Comércio.

O programa Inovar Auto, criado no Governo Dilma Rousseff, dará lugar ao Rota 2030, com a flexibilização das medidas de proteção nacional.

O ministro da Indústria e Comércio, Marcos Pereira, ressaltou não ser possível discriminar produtores estrangeiros, mas estimular a concorrência, e reconheceu o alto peso da carga tributária que retira a competitividade nacional.

“Nós precisamos olhar a política industrial brasileira muito além dos subsídios, créditos, subvenções. Que as discussões estratégicas façam parte de uma política de Estado”, disse.

O presidente da Anfavea, Associação das Montadoras, Antonio Megale, destacou avanços do Inovar Auto para as novas tecnologias, eficiência dos motores e redução de poluentes.

“Nós temos há alguns anos, uma janela de oportunidade para construir uma indústria competitiva que tenha acesso dos veículos importados, produção de baixo volume. É importante que o mercado brasileiro seja completo”, explicou.

Já o presidente da Abeifa, Associação dos Importadores de Veículos, José Luiz Gandini, cobrou a redução de impostos e cotas para o setor. “O grande problema é a previsibilidade. Isso com a Rota 2030 só vem a ajudar a todos”, esclareceu.

Os representantes do setor automotivo se reuniram em Brasília para o lançamento das discussões do Rota 2030.

*Informações do repórter Marcelo Mattos