Astrofísicos e astrônomos não conseguem conter a empolgação com a descoberta de um sistema com sete novos planetas.

Os cientistas interpretam o momento como o início de uma nova corrida espacial que pode trazer muitos avanços à ciência.

Uma coisa é certa: os olhos dos pesquisados estão voltados à estrela Trappist-1, localizada a 40 anos-luz da Terra.

Chegar lá com as tecnologias atuais é inviável. É neste momento que a ciência entra, como explicou o professor do departamento de astronomia da USP, Roberto Costa. “A corrida pelo espaço que culminou com o pouso na Lua em 1969, resultou em quantidade enorme de desenvolvimento tecnológico. Esse tipo de problema hoje abre fronteiras completamente novas”, disse.

Roberto Costa ressaltou que a ciência vai criar tecnologias para avistar a estrela. Alcançá-la ainda é um exercício de futurologia: “já está sendo feito a busca de processo de sondagens desses planetas a partir daqui”.

No ano que vem, a Nasa pretende lançar o telescópio espacial James Webb.

Com um alcance maior que o Hubble, ele poderá detectar componentes atmosféricos importantes, como metano, oxigênio, ozônio e vapor d'água.

*Informações do repórter Victor LaRegina