O Governo do Brasil deve lançar em março de 2017 o primeiro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações.

A expectativa é de que o aparelho amplie o acesso à banda larga e permita que o sinal de Internet chegue a locais remotos do País, como a região da Amazônia. O equipamento tem cinco metros de altura e pesa quase 6 toneladas.

A ferramenta também deve ajudar o Governo a aprimorar sistemas de troca de dados e inteligência.

Após o lançamento, o Brasil passará a fazer parte do pequeno grupo de países que contam com o próprio satélite geoestacionário de comunicações e não precisam alugar aparelhos de empresas privadas.

O Ministro da Defesa, Raul Jungman, destacou que a medida deve trazer mais segurança ao sistema de comunicações do país.

Ele lembrou ainda que o Governo investiu mais de R$ 2 bilhões no projeto e ressalta que o lançamento do primeiro satélite próprio levará a uma grande economia, nos próximos anos.

O processo de produção do equipamento contou com a participação de 51 engenheiros e técnicos brasileiros.

O especialista em telecomunicações Eduardo Tude ressaltou que a ferramenta deve contribuir para a universalização do acesso à Internet, no Brasil. “Este satélite contém sistema de comunicações que vai permitir a comunicação em banda larga e expandir esse serviço para o Brasil”, disse.

Eduardo Tude acrescentou que o sistema brasileiro de telecomunicações ganhará mais autonomia, depois que o satélite for colocado em órbita.

O aparelho deve ser levado de navio até a Guiana Francesa, de onde será lançado no dia 21 de março. O satélite permanecerá em testes por 60 dias e deve entrar em operação definitiva no final do primeiro semestre.

*Informações do repórter Vitor Brown