As classes A e B do país já crescem proporcionalmente mais do que a C em uma década. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, as duas primeiras posições da pirâmide etária tiveram expansão de 54%, enquanto que a terceira, 46%. Os números abrangem os últimos nove anos e a tendência é de continuidade do processo.

Os "novos ricos" são mais escolarizados do que a classe C e chegam com um poder de compra capaz de mexer e mudar segmentos do consumo.Com potencial, o mercado ainda se adapta ao aumento da demanda para imóveis de luxo, carros, vestuário e alta gastronomia.

O economista e professor da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Neri, explicou que as mudanças são reflexo direto do crescimento do país. Neri estima que 22,5 milhões de pessoas façam parte das classes A e B. “Existe uma noa classe A e uma nova B, que nós estamos dando pouco atenção. Na verdade, elas vão crescer proporcionalmente mais que a classe C no futuro”.