A Prefeitura de São Paulo informou que zerou a fila de espera por vagas em escolas municipais de Educação Infantil na cidade. As crianças de quatro e cinco anos que buscarem por matrículas deverão ser atendidas em um período de até um mês. No início deste ano, em fevereiro, 10.548 crianças estavam na fila por vagas em Emei.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o secretário municipal de educação de São Paulo, Alexandre Schneider, afirmou que a Prefeitura realizou algumas políticas para zerar a fila. “A primeira delas foi auditar a fila e olhar como poderíamos fazer um melhor encaminhamento”, disse.

O sistema utilizado pela Prefeitura para que os pais ou responsáveis pelas crianças pudessem cadastrá-los e entrar na fila, no entanto, tinha defeitos, conforme confirmado pelo secretário. “A gente consertou isso e visitamos escolas onde poderíamos ter mais espaço. Com isso foram 8 mil vagas. A outra medida foi a utilização de salas que não estavam sendo usadas, mais duas mil vagas. E ainda o oferecimento de transporte escolar para quem tinha a escola longe de casa, cerca de 900 vagas. Foi um trabalho de gestão que o prefeito João Doria nos pediu”, explicou.

Sobre as ausências de professores, o secretário atribuiu a questões como aposentadoria e licença médica. Segundo Schneider, no que tange à licença médica, a intenção da Secretaria de Educação é “trabalhar em um programa de saúde para os professores, e melhorar o atendimento no setor que dá e regula a questão das licenças médicas”.

Questionado sobre a fila zerada se os alunos estavam sendo colocados em salas de forma que elas ficassem lotadas, o secretário negou: “medida não foi tomada aumentando o número de alunos por sala. São 35 alunos por sala, segundo o módulo definido. Temos 75 turmas com 36 alunos. De um total de sete mil turmas, ou seja, 1% das nossas salas tem um aluno a mais. Próximas medidas depois de zerar a fila é busca ativa, verificar se tem pai que não matriculou seu filho de quatro ou cinco anos. Outro é plano de obras para reduzir número de alunos por sala onde isso for necessário”.