Em razão da instabilidade econômica, o Brasil teve o pior desempenho na criação de empregos em comparação a outros 43 países, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). E a consequência direta disto é a perda do poder de compra do brasileiro, que caiu 9 % nos últimos dois anos, de acordo com pesquisa feita pela Tendências Consultoria Integrada.

Os números preocupam e o reflexo está no dia a dia, quando chega a hora de pagar as contas de condomínio, plano de saúde, mensalidade escolar e até mesmo contas de telefone, energia, gás e água.

Uma das saídas encontradas para driblar a crise e quitar todas estas contas passou a ser o crédito online. É o que revela a pesquisa da Simplic ao analisar mais de 400 mil solicitações de empréstimo pessoal durante o primeiro semestre de 2016. O levantamento aponta que 35% dos pedidos são motivados pelo pagamento de dívidas básicas.

Apesar do crescimento de solicitantes em regime CLT ter crescido em comparação ao semestre anterior da pesquisa, não quer dizer que a renda média das pessoas cresceu. Essa movimentação, segundo explica o diretor executivo da Simplic, Rafael Pereira, se deve à procura crescente de empréstimo por trabalhadores estabilizados. “Pessoas empregadas e com renda mais alta, que geralmente não precisavam de empréstimo, passaram a buscá-lo”.

O estudo ainda revela que 24% das solicitações têm como objetivo quitar dívidas e mais 10% se destina à abertura de novos negócios. Para completar, 9% das pessoas procuram o empréstimo para comprar carro ou casa, 6% para despesas médicas, 3% para apoio familiar e 2% para outros tipos de compras.

Assim como a tendência para os governantes em 2017 é a redução de gastos, as pessoas não podem fazer diferente. A sugestão do executivo é listar e cortar todos os gastos que forem possíveis. “Cortar o cafezinho depois do almoço e outros itens pequenos podem fazer uma diferença significativa no orçamento. Assim como negociar o aluguel, trocar os filhos de escola, diminuir os benefícios do plano de saúde, e tudo que for necessário para que a dívida não se torne cíclica”.

A facilidade em conseguir um empréstimo pessoal apenas com um celular em mãos, no entanto, pode empolgar o cliente e abrir espaço para fraudes. O número de empresas que realizam o serviço cresceu, assim como o número de golpes. Por isso, é preciso tomar cuidado com os muitos sites que existem na web e procurar conhecer melhor o histórico da empresa.