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Ilan: é essencial continuar reformas para manter crescimento e baixa inflação

  • Por Estadão Conteúdo
  • 11/10/2017 16h04

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, enfatiza que "a economia brasileira está vivendo um período de desinflação, taxas de juros reais menores e recuperação econômica"

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, defendeu nesta quarta-feira, 11, a continuidade das reformas e dos ajustes na economia para o Brasil. “Gostaria de enfatizar que é essencial continuar com as reformas e os ajustes para manter o crescimento sustentável e a baixa inflação”, afirmou Ilan ao falar durante as reuniões do Encontro Anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), que ocorre nos Estados Unidos.

Em sua fala, Ilan também retomou uma série de ideias presentes em documentos anteriores da autoridade monetária e em suas declarações públicas mais recentes. Segundo ele, a perspectiva para economia internacional é benigna para emergentes, mas não se deve esperar que isso dure para sempre.

Ilan disse que a economia brasileira está vivendo um período de desinflação, taxas de juros reais menores e recuperação econômica. De acordo com o presidente do BC, isso é resultado de reorientação da política econômica e de uma firme posição da política monetária.

Agenda BC+

Ilan também voltou a destacar medidas implementadas no âmbito da Agenda BC+, de mudanças estruturais. Entre elas, a aprovação de lei sobre garantias, a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP) e a proposta do cadastro positivo, em tramitação no Congresso.

Ele citou ainda novas ferramentas previstas na medida provisória 784 (MP da Leniência), mas não fez nenhuma menção ao fato de esta MP estar ameaçada. Depois de não ter sido votada na terça-feira, 10, na Câmara por falta de quórum, a medida pode caducar, já que seu prazo vai até dia 19.

Selic

O presidente do Banco Central afirmou ainda que o Comitê de Política Monetária (Copom) vê como apropriada a redução do ritmo de corte da Selic (a taxa básica de juros) no próximo encontro. Atualmente em 8,25% ao ano, a Selic será novamente discutida no encontro do Copom dos dias 24 e 25 de outubro.

Em sua fala, Ilan destacou ainda que o cenário básico do Copom não mudou desde o último encontro e desde o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado em 21 de setembro.

“As condições prescrevem política monetária acomodatícia”, disse ainda Ilan. Segundo ele, isso significa taxa de juros abaixo da taxa estrutural.

O presidente do BC repetiu ainda a ideia de que a evolução da inflação continua favorável e que o Brasil está agora menos vulnerável a choques externos. Segundo ele, a perspectiva global tem sido favorável.

Em outro ponto de sua fala, Ilan também voltou a destacar o sucesso do governo nos leilões de usinas hidrelétricas e de concessão na área de petróleo.

Ao abordar o processo de retomada da atividade no País, ele repetiu que a recuperação do investimento é o próximo passo para um crescimento sustentável. “O consumo tem sido fundamental para recuperação da economia”, acrescentou.