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Em transcrição, Aécio diz estar trabalhando “igual um louco” para frear investigações

  • Por Jovem Pan
  • 19/05/2017 15h20
Brasília - Entrevista coletiva do Senador Aecio Neves, após encontro com o presidente Michel Temer (Valter Campanato/Agência Brasil)Valter Campanato/Agência BrasilAécio Neves - Ag Brasil

Na transcrição de um dos áudios entregues à PGR, Aécio Neves, em conversa com Joesley Batista, explica a estratégia para frear os avanços das investigações do Ministério Público Federal. O senador diz estar trabalhando “feito um louco” para “acabar com todos esses crimes, de falsidade ideológica (…)”.

Batista, que é o dono da JBS, questiona o tucano sobre as investigações e Aécio esclareve que é para “cortar tudo para trás”. Isso faria referência, ao que tudo indica, à Lei de Anistia ao Caixa 2.

Para isso, Neves dá a entender que está convocando uma mobilização geral entre os partidos para tramitar a nova regra: “o negócio grande não dá para assinar na surdina, tem que ser o seguinte, todo mundo assina, o PSDB vai assinar, o PT vai assinar, o PMDB vai assinar, estamos montando. A ideia é votar… porque o Rodrigo [Maia] devolveu aquela tal das ‘dez medidas’, a gente vai votar naquelas ’dez medidas’, naquela merda daquelas ‘dez medidas’, então essa porra”.

As “Dez Medidas”, no caso, são o projeto das “Dez Medidas Contra a Corrupção”, que ainda não tem um texto final pronto que seja consenso entre todos os políticos.

Aécio diz, então, que seus esforços estão focados nisso: “O que estou sentindo, estou trabalhando nisso igual um louco”.