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Em vídeo, Temer diz que criminosos serão responsabilizados por seus ilícitos

  • Por Estadão Conteúdo
  • 19/06/2017 17h49 - Atualizado em 29/06/2017 00h47
EFE/FERNANDO BIZERRA JREFE/FERNANDO BIZERRA JRMichel Temer - EFE
SAO007. SAO PAULO (BRASIL), 04/04/2017-. El presidente de Brasil, Michel Temer, habla hoy, martes 4 de abril de 2017, durante el Fórum Global de la Infancia, una iniciativa que llega por primera a Sudamérica, en el marco de la visita oficial de los reyes de Suecia a Sao Paulo (Brasil). Los monarcas suecos, Carlos XVI Gustavo y Silvia, quienes se encuentran en una visita oficial en Brasil, continuarán su agenda mañana con una visita al Centro de Proyectos y Desarrollo de los cazas modelo Gripen en el municipio de Gavião Peixoto. EFE/FERNANDO BIZERRA JR

Como resposta à nova onda de ataques desferidos pelo empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer gravou um vídeo no fim de semana no qual afirmou que os criminosos não ficarão impunes. Sem citar o nome do dono da JBS, Temer disse que seu governo acabou com “os favores que privilegiavam apenas algumas poucas empresas” e que sabe que a medida contrariou interesses. “Cortamos as práticas que permitiam a criminosos crescer à sombra dos ilícitos e do dinheiro público jorrado sem limite e com juros camaradas. E muita gente não gostou disso”, disse. “Já está claro o roteiro que criaram para justificar seus crimes: apontam o dedo para outros tentando fugir da punição. Aviso aos criminosos que não sairão impunes. Pagarão o que devem e serão responsabilizados pelos seus ilícitos”, afirmou o presidente.

O vídeo, gravado no fim de semana, teve trechos divulgados nas redes sociais do presidente e foi publicado na tarde desta segunda-feira, 19, na íntegra. Em sua fala, apesar das críticas indiretas a Joesley, 
Temer afirma que não pratica retaliações. “Por tradição e formação, acredito na Justiça. Sempre respeitei a independência dos poderes. É assim que continuarei agindo”, disse.

Temer finalizou na manhã desta segunda-feira as duas ações contra o dono da JBS e pouco antes de seguir para a Base Aérea deu entrada nos dois processos na Justiça. Uma das ações será por danos morais, onde pedirá indenização financeira, e a segunda será uma queixa crime, por difamação, calúnia e injúria, crimes contra a honra. O presidente decidiu acionar o advogado do PMDB, Renato Oliveira Ramos, para representar contra o empresário. A ação criminal foi impetrada na Justiça Federal e a cível, na Justiça comum.

Por outro lado, enquanto o governo está à espera de uma denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça, Temer destacou em sua mensagem que as instituições “brasileiras são fortes, fortíssimas, conquista de todos nós”. “Fortes porque se sustentam na harmonia e na independência dos poderes, tal como foi inscrito na constituição de 1988. E preciso mantê-las para que se realize um desejo de todos: um Brasil pacificado, justo e prospero”, afirmou. 

Temer disse ainda que o Brasil está mais forte “na economia e na gestão” e destacou que seu governo teve “a coragem de propor reformas necessárias e nunca alcançadas”. “O Congresso tem sido parceiro fundamental para essas vitórias. Cito apenas as três mais importantes: a trabalhista, a previdenciária e a reforma política”, disse. 

O presidente reforçou que as reformas que combatem privilégios e regalias e que buscam modernizar o país. “Muito ainda está por ser feito. Vamos agir. Vamos resistir. Vamos trabalhar. Vamos nos reencontrar com a alegria e a felicidade naturais do povo brasileiro. A hora é essa. É agora. É hora de continuar a reconstruir o país e, por isso, não podemos parar um segundo”, afirmou. 

Confira o pronuncaimento oficial de Temer: