O uso do Bisfenol A (BDA) na composição de plásticos voltou a chamar a atenção de médicos. Usado na fabricação de mamadeiras e outros produtos feitos à base de policarbonetos, o BDA foi relacionado em uma pesquisa com o aumento na incidência dos casos de câncer e de outras doenças.
Em entrevista a Oliveira Andrade, a Dra. Thalita Bittar, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, explicou os riscos do Bisfenol A à saúde da população, principalmente para as
crianças.
O BDA é encontrado em quase todos os tipos de plástico duro e, até mesmo, no interior de latas de alimentos, onde é usado para evitar a oxidação do metal. Embora seu uso seja comum, os riscos do produto só começam a ser conhecidos agora.
Como informa a Dra. Bittar, quando se aquece um plástico, aumenta a taxa de transmissão do BPA para o alimento. Com uma grande quantidade de Bisfenol sendo repassada diariamente à população, aumentam os riscos de problemas, já que o produto desregula a quantidade de hormônios do indivíduo, pois age supletivamente aos hormônios naturais, podendo, inclusive, substituir o estrogênio.
Dessa maneira, as taxas de hipotireoidismo e de puberdade precoce, principalmente em meninas, aumentam muito graças ao contato com o BDA, aponta a Dra. Bittar.
Por isso, a Dra. Thalita Bittar recomenda aos pais que procurem produtos livres de Bisfenol A, que são encontrados com a inscrição “BDA Free”. Caso não encontre, deve-se lavar o plástico com esterilizantes químicos, como tabletes de limpeza, sem usar água quente, pois isto aumenta a transferência do produto para o alimento.
Confira a entrevista completa da Dra. Thalita Bittar no áudio acima.