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Internautas sofrem com golpes virtuais

Com aumento das transações bancárias pela internet, número de golpes virtuais preocupam

20/07/10 - 11h11
Publicado Por: Diogo Vargas


Jornal da Manhã
Renata Perobelli
Podcast
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Uma pesquisa revelou que 76% dos entrevistados já foram vítimas de golpes pela internet, tendo, em média, um prejuízo de R$ 2.536,00. Como atrativo para os internautas desavisados, os criminosos usam e-mails falsos e sites suspeitos para roubar dados e senhas bancárias.

No Brasil, o uso da internet se tornou muito comum e, com isso, os golpes virtuais também. Conectado, em média, 33 horas por semana à internet, o número de clientes de bancos que acessam suas contas virtualmente
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teve um aumento de 92% entre 2005 e 2009.

Com o aumento dos acessos, o Banco Central já registra as transações eletrônicas como o meio mais usado para realizar transações financeiras. Enquanto 30% das transações são feitas pela internet, 29% são realizadas nos caixas eletrônicos e 23% em agências.

A advogada Gisele Truzzi, especialista em direito digital, chama a atenção para que, no caso de dinheiro ser roubado da conta corrente, o cliente entre em contato com a agência o mais rápido possível. Contudo, nem sempre é possível ter o dinheiro reembolsado. De acordo com a advogada, caso fique comprovado o descuido do correntista, a instituição pode não devolver o dinheiro.

“Recomenda-se que ele faça um boletim de ocorrência numa delegacia mais próxima e encaminhe esse boletim à agência. A agência vai tomar suas providências internamente e eles fazem investigações internas para tentar descobrir quem foi o indivíduo que desviou esse valor, que acessou essa conta. Daí, se o cliente não for ressarcido do valor que lhe foi subtraído da conta, ele deve, sim, entrar com uma ação judicial contra o banco para poder receber esse valor” disse.

Mesmo com os casos de golpes virtuais, Thiago Tavares, presidente da organização de combate aos crimes virtuais SaferNet, ressalta que fazer transações bancárias pela internet ainda é seguro. Segundo ele, basta seguir algumas orientações que o risco de problemas ficará muito pequeno.

“Evitar usar, acessar o sistema do banco em computadores públicos, computadores que não têm nenhum tipo de atualização antivírus, computadores desprotegidos. Evitar clicar naqueles e-mails que chegam na nossa caixa de mensagem com remetente desconhecido, aqueles e-mails que chegam com links e que anunciam promoções mirabolantes. (...) Eu posso lhe assegurar o seguinte, o sistema do banco é extremamente seguro. A vulnerabilidade não está no sistema do banco, está no computador do usuário”, afirmou.

Thiago Tavares ainda nos lembra que os pais devem ficar atentos com crianças, que têm uma propensão maior a clicar em links suspeitos. Embora os programas antivírus ajudem a proteger os clientes bancários, a principal ferramenta para por fim aos golpes virtuais é o próprio internauta.
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