A senadora Marta Suplicy, do PT paulista, é a relatora da Medida Provisória 511, que autoriza o BNDES a emprestar R$ 20 bilhões para o consórcio que ganhar a licitação para a construção do trem-bala que unirá Campinas, São Paulo e o Rio de Janeiro, com diversas estações no meio do caminho. Ela conversou com Marcelo Mattos, durante o Jornal Jovem Pan, sobre a MP. Com 44 votos a favor e 17 contra, o Senado aprovou o projeto, e Marta lembrou que o leilão para a definição da empresa vencedora ocorrerá no final de junho (na semana passada, houve o segundo adiamento da licitação porque, destacou a política, as regras não estavam claras), mas a construção do ramal não será fácil, tanto que o Japão demorou cinco anos para fazer as obras e a França, dez. Ela continuou: “nós temos que ousar para começar essa instalação, para que tenhamos um transporte de alta velocidade, que levará uma hora e meia do Campo de Marte ao centro do Rio de Janeiro”. Para a ex-prefeita de São Paulo, a divisão dentro do PSDB no que diz respeito ao projeto ocorre porque “oposição é oposição”, uma vez que o governador Geraldo Alckmin “sabe o impacto que isso vai ter para o estado de São Paulo”.