Médicos que atendem aos pacientes beneficiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão em greve e não atenderão às consultas marcadas, nesta terça-feira, em ao menos 21 estados do país, forma encontrada para protestar contra os baixos salários e as condições ruins de trabalho na rede pública de saúde, de acordo com a repórter Kátia Brigolini.

As exceções serão Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Paraná e o Distrito Federal, e em outros três estados as condições são diferentes: no Piauí, a greve termina na quinta-feira, em Santa Catarina ela durará apenas uma hora e, em São Paulo, não é toda a rede que cruzará os braços, mas o movimento está mantido no Hospital do Servidor Público, Hospital Emílio Ribas e no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Os atendimentos emergenciais serão mantidos, como apontou Aloízio Tibiriçá, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina. Ele classificou o "Movimento Saúde e Cidade em Defesa do SUS" , organizado pelo próprio CFM, pela Associação Médica Brasileira e pela Federação Nacional dos Médicos , como “a favor” da população, o que explica os atendimentos de urgência, lamentando apenas que as condições estejam “bem atrás” daquilo que os profissionais desejam.