Apesar dos problemas com a Linha Amarela, governo vai insistir na Parceria Público Privada para levar Metrô a bairros como Aclimação e Anália Franco. O ramal voltou a apresentar problemas técnicos, nesta quarta-feira, quando os trens operaram em velocidade reduzida no pico da tarde.

No início da semana, as estações só abriram depois das 8h, deixando milhares de usuários sem transporte, principalmente na Luz. A Linha Amarela é de responsabilidade do Consórcio Via Quatro que está em uma queda de braço com o Estado.

A empresa pede um ressarcimento pela entrega fracionada das seis estações e alega que teve prejuízos. Falando ao repórter Thiago Uberreich, o governador Geraldo Alckmin avisou que não aceita os argumentos e volta a defender a Parceria Público Privada. “Esse é um assunto que já vem de alguns anos, está na esfera administrativa. O Metrô não aceita os argumentos do consórcio e é um litigio que vai sr resolvido mais a frente”.

O governo confirmou, nesta quarta-feira, o plano para a Linha 6 - Laranja que vai da Brasilândia, na Zona Norte, e até São Joaquim, no ramal azul. Na primeira fase, estão previstas paradas na Freguesia do Ó, na Pompeia, em Perdizes, na Água Branca, em Higienópolis, servindo PUC, Faap e Makenzie. Em uma segunda etapa, a partir do bairro da Liberdade, as principais estações serão: Aclimação, Cambuci, Alberto Lion, Mooca e Anália Franco.

O ponto final será em Cidade Líder, na zona leste, fechando cerca de vinte quilômetros e previsão de seiscentos mil passageiros por dia. O governo já publicou informações no Diário Oficial para atrair interessados em fazer Parceria Público Privada.

O especialista em transporte, Adriano Branco, considera a PPP importante para apressar as obras, apesar dos problemas com o consórcio Via Amarela. Branco acrescentou que a Linha 4 - Amarela é a mais moderna de São Paulo. Em relação ao Ramal Laranja, as obras, depois de iniciadas, devem demorar pelo menos quatro anos.