Maior desafio é encontrar suprimentos, diz sobrevivente do terremoto

Dois dias depois do tremor no Nepal, que atingiu 7,8 graus na escala Richter, o país continua contabilizando mortos: mais de 4 mil. O brasileiro Willian Massaro está na capital Katmandu e contou com exclusividade para a Jovem Pan sobre as atuais condições da região.
O jovem é missionário e tem atuado junto às famílias que estão em acampamentos improvisados. “No momento estamos envolvidos com o trabalho com as pessoas que estão nas ruas, estamos buscando meios de comprar suprimentos básicos como água, comida e lonas para improvisar tendas”, e explica que não há fornecedores, “não sei dizer ao certo de onde virão, mas tenho certeza que vão vir porque há uma mobilização internacional muito grande”.
Massaro contou que a principal atuação do grupo do qual faz parte é no relacionamento com os desabrigados e, conversando com as pessoas, percebeu um quadro de interação muito diferente do que os nativos estão acostumados. “O interessante é que nesse tipo de situação todo mundo está na mesma página. No Nepal, que é um país hinduísta, existe o sistema de classe social das castas, mas agora está todo mundo sentado junto e buscando alguma coisa para acreditar e continuar suas vidas”, relatou.
Sobre o terremoto do sábado (25) de manhã, ele já havia conversado com a Jovem Pan e relatou que parecia “um barco dentro de uma tempestade” e completou que “é sensação de morte e não há nada que se possa fazer”.
Ouça entrevista completa no áudio acima.
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