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Morte de militar é a terceira em dia de protestos violentos na Venezuela

  • Por EFE
  • 20/04/2017 10h34
GIORGIO VIERA/EFEGIORGIO VIERA/EFEcrise na venezuela - efe
SHM96. MIAMI (FL, EE.UU.), 19/04/2017.- Venezolanos participan en una protesta hoy, miércoles 19 de abril 2017, frente a la Torre de la Libertad, en el centro de Miami, Florida (EE.UU.). Como parte de las manifestaciones convocadas en Venezuela por la opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD), los residentes originarios de este país protestaron contra el Gobierno que encabeza Nicolás Maduro y, entre banderas tricolores, pidieron "libertad para los presos políticos". EFE/Giorgio Viera

O defensor do Povo da Venezuela, Tarek William Saab, informou na quarta-feira que um militar morreu durante protesto violento na cidade de San Antonio de los Altos, localizada no estado de Miranda, perto de Caracas, capital venezuelana.

Saab explicou que o segundo-sargento da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militarizada) Neomar San Clemente Barrios foi “assassinado” por um franco-atirador no município de Los Salias.

Além disso, afirmou que no mesmo local o coronel Juan Carlos Arias foi baleado, porém não informou mais detalhes como o fato.

“Tais distúrbios públicos acontecem no local desde o início da manhã, sob o repúdio dos moradores da região”, afirmou Saab, em sua conta no Twitter.

Em seguida, o primeiro vice-presidente do governante Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, um dos homens mais influentes do chavismo, se referiu ao fato durante seu programa semanal na televisão estatal e responsabilizou o governador de Miranda e ex-candidato à presidência, Henrique Capriles.

“Acabam de assassinar um guarda nacional. Capriles e seu grupo de assassinos”, disse, assegurando que o crime não ficará impune.

Alguns dos protestos de quarta-feira que foram convocados pela opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), terminaram em violência e culminaram com as mortes de duas pessoas, uma em Caracas e outra em Táchira.